O Santos anunciou, nesta quinta-feira (1º), um novo acordo com a União que garante o uso do CT Rei Pelé pelos próximos 20 anos. Há também a possibilidade de renovação por mais duas décadas.
A formalização ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do Santos, Marcelo Teixeira, e de ídolos do clube como Pepe, Clodoaldo e Serginho Chulapa.
Acordo Financeiro Inédito
Com essa nova negociação, o Santos passará a desembolsar cerca de R$ 145 mil mensalmente para o uso da propriedade.
Além disso, o clube assumiu um passivo estimado em R$ 23 milhões, que será quitado ao longo de 120 meses.
Essa situação encerra, pelo menos por ora, os riscos de o Santos perder a área que abriga seu principal centro de treinamento.
Leilão Ameaçava o Terreno
A área teve risco de leilão, com uma data definida para 4 de agosto e um lance inicial de R$ 79,76 milhões.
Contudo, o leilão foi adiado após intervenção do Ministério Público Federal.
A discussão sobre a venda do terreno começou em 2017, quando a Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo notificou o clube sobre a situação.
Presidente Celebra Acordo
Marcelo Teixeira descreveu a assinatura do acordo como um marco na história do Santos, enfatizando a relevância do CT para a formação de jovens atletas.
“É um dia histórico. Desde 2017, enfrentamos uma grande insegurança sobre nosso trabalho social e de desenvolvimento de talentos no CT Rei Pelé.”
Teixeira também elogiou os esforços para evitar que o terreno fosse vendido.
“Todos os torcedores têm motivos para comemorar. A certeza de que o CT Rei Pelé permanece conosco é inestimável.”
O presidente agradeceu a todos os envolvidos nas negociações para garantir a preservação do espaço.
Chronologia do Terreno
O espaço onde se localiza o CT Rei Pelé foi cedido à Autoridade Portuária de Santos até 1993. Em 1996, o terreno foi transferido ao clube.
Entre 2024 e o início de 2026, a União começou a implementar a possibilidade de leiloar a área, o que gerou inquietação no clube por conta do risco de perder seu centro de treinamento.
Felizmente, o processo foi suspenso em 9 de junho graças à atuação do Ministério Público Federal.
Uso Segurado, Mas Não a Propriedade
Embora tenha garantido a ocupação do espaço por mais 20 anos, o acordo não concede a propriedade definitiva do terreno ao Santos.
Durante esse período, a União poderá reavaliar a situação da área e eventualmente decidir sobre sua destinação futura, incluindo a possibilidade de venda.
Fonte: Pauta Viva
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