Eduardo Salusse, integrante da SAFiel, fez uma análise sobre o futuro do projeto e comentou sobre a situação atual do Corinthians. Ele apontou que a administração vigente não dará sequência à iniciativa.
A declaração veio à tona em uma entrevista ao Meu Timão.
A visão de Salusse
“Sejamos claros, qual a situação que estamos percebendo? Primeiro, é necessário reconhecer: nesta gestão, o projeto não terá mais avanços. Para nós, isso já se tornou uma realidade confirmada e uma página já virada.”
“Embora isso não signifique que seja uma conclusão definitiva, isso se torna o cenário mais plausível — especialmente pela ausência de diálogo entre a diretoria e nossa equipe nas últimas três ou quatro semanas e pelo fato de que o mandato está se aproximando do fim. Não parece que esse período será produtivo para o que deveria estar em andamento.”
“Houve uma real chance de progredir, mas lamentavelmente não recebemos do clube a resposta mínima para avançar. Por isso, com tão pouco tempo até as eleições, é bastante improvável que uma mudança brusca ocorra. Contudo, caso isso aconteça, estaremos prontos.”
A situação do Corinthians
A declaração de Salusse acontece após a afirmação do presidente Osmar Stábile, que condicionou a assinatura do documento definitivo da SAFiel ao pagamento da dívida da Neo Química Arena. O grupo se mostrou disposto a elaborar uma nova proposta vinculante, mas, conforme o empresário, a falta de interação e a proximidade das eleições tornaram o progresso inviável.
Membros da SAFiel garantem que podem quitar a dívida do Corinthians, mas necessitam de uma assinatura na proposta não vinculante. De acordo com apoiadores da gestão de Stábile, a exigência do pagamento da dívida foi uma maneira de “satisfazer o público”, uma vez que a transferência exigiria garantias e um contrato com o clube.
O que representa a SAFiel

A SAFiel consiste em um projeto que visa converter o futebol do Corinthians em uma SAF operada pelos torcedores. O modelo inclui a venda de ações em três categorias: uma popular, outra voltada para torcedores com maior poder aquisitivo e uma terceira para investidores profissionais. A meta é arrecadar R$ 2,5 bilhões, que seria dirigido ao futebol e ao pagamento das dívidas do clube, atualmente estimadas em mais de R$ 3 bilhões. No entanto, o progresso do projeto está condicionado às eleições, dependendo da vitória de um candidato favorável à separação do futebol do clube social.
Fonte: Pauta Viva
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