No último sábado (1º), o meia Maurício, do Palmeiras, foi alvo de uma denúncia encaminhada ao STJD, sob o artigo 254 do CBJF, que resultará em sua avaliação na próxima terça-feira (4), despertando descontentamento entre os membros do clube.
O Palmeiras se manifestou oficialmente, expressando sua insatisfação quanto à denúncia e trazendo à tona outros lances semelhantes que não geraram qualquer punição por parte do STJD.
Denúncia Pode Resultar em Seis Jogos de Suspensão
Conforme prevê o Art. 254, a prática de jogadas violentas pode acarretar penas que vão de uma a seis partidas de suspensão. Exemplos dessa infração incluem ações que utilizam força de maneira inaceitável ou manobras imprudentes durante a competição.
A situação gerou considerável debate, especialmente entre os jogadores do Vitória, haja vista que Maurício não recebeu vermelho durante a disputa.
Leia a Nota do Palmeiras
A Sociedade Esportiva Palmeiras manifestou profunda surpresa diante da acusação formulada pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em relação ao jogador Maurício. Tal ação não só desrespeita nossa instituição, mas também a legitimidade da arbitragem brasileira. O árbitro e a equipe de VAR analisaram a jogada entre Maurício e o zagueiro Cacá, concluindo que um cartão amarelo seria a sanção apropriada.
Ademais, a denúncia se torna ainda mais incompreensível, pois a falta em questão não gerou um consenso entre especialistas e imprensa; pelo contrário, as opiniões divergem.
Se a interpretação técnica da arbitragem pode ser facilmente contestada por um procurador, qual é a função do árbitro e do VAR?
Preocupante é a falta de critérios do Tribunal. Na mesma rodada, infrações similares cometidas por Pulgar e Raniele não foram sequer analisadas, como demonstram as gravações.
Se Maurício é denunciado por uma infração passível de cartão amarelo, por que essas outras ações passaram despercebidas?
Diferentemente do que ocorreu com Maurício, o STJD respeitou as decisões de arbitragem em respeito a atletas de Flamengo e Corinthians. Chegamos à inquietante pergunta: por que somente Maurício enfrentará julgamento?
Numa situação de injustiça, não pode haver distinção no tratamento de infrações semelhantes. A ação da Procuradoria sugere que alguns eventos merecem atenção especial, enquanto outros são ignorados.
Essa não é a primeira vez que questionamos o STJD. A punição desproporcional ao técnico Abel Ferreira e as recentes suspensões de Allan e Paulinho, unidas a esta nova denúncia contra Maurício, reafirmam a percepção de falta de equilíbrio nas decisões do Tribunal em relação ao nosso clube.
O Palmeiras tem sempre respeitado as instituições, mas espera reciprocidade. Não aceitaremos em silêncio que haja extrapolações institucionais que comprometem a qualidade do trabalho realizado por nossa equipe.
Fonte: Pauta Viva / Esporte
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