Após mais uma derrota do Corinthians, dessa vez para a Chapecoense, neste domingo (6), na Neo Química Arena, o treinador Fernando Diniz se mostrou preocupado com a fase do clube. Este foi o quarto revés consecutivo na competição e o terceiro no estádio em casa.
“É inadmissível que um time como o nosso enfrente quatro derrotas seguidas. O foco agora é vencer o próximo compromisso, não há necessidade de pensar em mais nada no momento. Estou ciente da gravidade da situação”, afirmou Diniz, assumindo sua parte na responsabilidade pelo baixo desempenho.
Erros defensivos em foco
Diniz apontou as desfalques na defesa como a principal causa da má fase do time. Ele acredita que os deslizes podem ser corrigidos logo e garantiu que a equipe apresentava um desempenho melhor anteriormente.
“Estou buscando melhorar o time e evitar erros simples que têm nos custado resultados. Algumas falhas são fáceis de corrigir e não estavam acontecendo até agora”, disse o técnico, referindo-se às falhas que resultaram em gols sofridos, como os provenientes de tiros de meta.
Produção ofensiva sem resultados positivos
O treinador também destacou que o time tem criado várias oportunidades, mas não conseguiu transformá-las em vitórias. Para ele, a performance em campo não condiz com o número de derrotas acumuladas.
“Precisamos urgentemente vencer. Se estivéssemos jogando mal e não criássemos chances, entenderia melhor a situação. Contudo, isso não é verdade. Jogadores como Memphis estão voltando e Garro mostrou-se eficaz. O empenho dos atletas é evidente”, argumentou.
Urgência por uma resposta nos próximos jogos
Diniz já se prepara para os próximos desafios e enfatizou a importância de uma rápida reação, tanto na Libertadores quanto no Campeonato Brasileiro. O Corinthians tem um duelo importante contra o Estudiantes na quarta-feira, longe de casa.
“Precisamos unir forças para conseguir reverter essa situação. Primeiro, vamos focar na Libertadores, mas logo em seguida, o Brasileirão deve ser nossa prioridade. Cada jogo é crucial e precisamos vencer”, concluiu.
Atraso salarial não é justificativa
Em resposta a questões sobre a situação financeira do clube, o técnico reconheceu que os atrasos nos salários não são ideais, mas não vê isso como uma desculpa para o desempenho insatisfatório da equipe.
“É uma dificuldade que precisamos superar em campo. Eu me dedico ao máximo, independente dos atrasos. O que devemos ao futebol é o que importa. Não atribuo os resultados ao atraso salarial. Nos treinos, todos têm dado o seu melhor, sem reclamações”, finalizou.
Fonte: Pauta Viva / Esporte
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