Corinthians Solicita Período de Adaptação para Apostas

Na última terça-feira (3), o Corinthians protocolou um pedido no STF solicitando um intervalo para se adaptar às novas diretrizes que visam proibir contratos de patrocínio de empresas de apostas. O clube fez sua apresentação em uma audiência pública sob a liderança do ministro Luiz Fux, relator da matéria, argumentando que uma mudança repentina pode impactar severamente o futebol profissional e as demais categorias e modalidades que o clube apoia.
O diretor jurídico Pedro Soares apresentou a preocupação de que uma perda abrupta de receitas poderia levar à inadimplência em acordos já firmados. O Corinthians possui um contrato suspenso com a Esportes da Sorte, que está avaliado em aproximadamente R$ 150 milhões anualmente.
Desafios Financeiros à Vista
Na sua notificação ao tribunal, o Corinthians sublinhou a importância dos acordos firmados, inclusive com a União, que poderão ser prejudicados devido a cortes orçamentários. O clube também lembrou que a rescisão de contratos com atletas exige o cumprimento total das obrigações financeiras, aumentando o impacto das possíveis perdas de receita.
Proposta de Parceria na Prevenção
Vinicius Manfredi, superintendente de marketing, sugeriu que o Corinthians e outros clubes do Brasil poderiam atuar como aliados em iniciativas de conscientização sobre os riscos associados às apostas. Ele reconheceu a gravidade do problema do vício em jogos, mas ressaltou que as entidades esportivas devem ser incluídas nas conversas sobre a questão, e não excluídas.
Manifestações do Governo
O governo federal reafirmou a necessidade das restrições para proteger consumidores vulneráveis ao jogo compulsivo, minimizar a incidência de endividamento e combater a lavagem de dinheiro. A Medida Provisória nº 1.394/2026, que regulamenta as atividades, ainda aguarda deliberação no Congresso Nacional.
Mais de 1,5 Milhão Contra as Apostas
Enquanto o debate avança no STF, a campanha “Bets Nunca Mais” já angariou mais de 1,5 milhão de assinaturas contrárias ao retorno das publicidades e patrocínios de casas de apostas no futebol do Brasil.
Fonte: Pauta Viva
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