A recente eliminação na Copa Libertadores acelerou os planos do Corinthians para a próxima temporada, 2026. Durante coletiva no CT Dr. Joaquim Grava, o diretor de futebol, Marcelo Paz, discutiu a situação de nove jogadores que têm contrato apenas até dezembro deste ano. Diante das restrições impostas por três transfer bans, garantir a permanência dos atletas atuais se tornou fundamental para o futuro do time.
Atualizações sobre Labyad e Carrillo
Paz revelou que o processo de renovação será dividido em etapas, priorizando os jogadores com maior importância e viabilidade legal:
“A renovação do contrato do Zakaria Labyad já está em curso devido à sua lesão. Além disso, iniciamos uma conversa com os representantes do Carrillo. Estas são as informações que podemos compartilhar agora. Os outros jogadores ainda estão sendo avaliados e talvez, ao final do ano, tenhamos um posicionamento sobre aqueles com quem não conversamos ainda”, afirmou o diretor.
No caso de Labyad, a extensão do contrato se justifica segundo a legislação trabalhista. Após sofrer uma grave lesão, o atleta não pode ser dispensado enquanto estiver sob tratamento médico.
Análise das pendências e situação dos jogadores emprestados
Ao todo, nove jogadores têm seus contratos expirando em dezembro. A diretoria está avaliando separadamente os atletas em definitivo e os emprestados:
- Jogadores em definitivo (com negociações mais simples): André Ramalho, Angileri, Carrillo, Hugo, Jesse Lingard e Vitinho. A extensão dos contratos é priorizada, embora apenas a equipe de Carrillo tenha começado conversas formais.
- Atletas emprestados (situação mais complicada): Allan, Matheus Pereira e Kaio César. A permanência desses jogadores depende da compra de direitos econômicos ou da renovação dos empréstimos com os clubes de origem, um processo dificultado pela falta de recursos financeiros.
Desafios financeiros impactam planejamento do Corinthians
O contexto de renovação de contratos se torna ainda mais crítico diante das dificuldades financeiras que o clube enfrenta. Com um endividamento superior a R$ 2,8 bilhões e atrasos nos pagamentos de direitos de imagem, o Corinthians não conseguiu realizar vendas na última janela de transferências devido a problemas nas negociações de André Luiz e Breno Bidon.
Impedido de realizar novas contratações devido a restrições da FIFA (transfer bans), o foco na renovação de contratos se transforma na principal estratégia do departamento de futebol para assegurar a manutenção de talentos para a temporada de 2027.
Fonte: Pauta Viva / Esporte
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