O Brasil está a poucos dias da sua estreia na Copa do Mundo. A Amarelinha estreia diante do Marrocos, neste sábado, e quem se atrasou ainda pode comprar ingressos, mas terá que apelar ao mecanismo oficial da FIFA que permite um “mercado livre” de compra e revenda.
A FIFA estabeleceu um mercado oficial de revenda (Resale Marketplace) para os ingressos da Copa do Mundo de 2026, disponível para residentes do Canadá, Estados Unidos e também para o público internacional. Os torcedores mexicanos, por sua vez, utilizam uma plataforma separada, chamada Exchange Marketplace.
O objetivo, segundo o discurso oficial declarado da entidade, é oferecer um canal seguro e regulamentado para quem precisa vender ou comprar ingressos de última hora, protegendo os fãs de fraudes e cambistas. As transações podem ser feitas até uma hora antes do início de cada partida.
Taxas de 30% e preços elevados no jogo do Brasil e de todos os times
A plataforma de revenda da FIFA cobra taxas significativas: 15% do comprador e 15% do vendedor, totalizando 30% de comissão sobre cada transação. Para um ingresso revendido a US$ 1.000 (cerca de R$ 5.100), o vendedor recebe US$ 850, enquanto o comprador paga US$ 1.150.
Além disso, os valores não possuem qualquer tipo de limitação. Os preços são definidos por quem comprou inicialmente. Por exemplo, os ingressos para Brasil x Marrocos disponíveis começam em R$ 6.800 e chegam até R$ 2 milhões.
Variação de regras por localidade
As regras de revenda variam conforme a cidade-sede. Em Toronto, por exemplo, a FIFA foi obrigada a limitar os preços de revenda ao valor original para cumprir a lei local “Putting Fans First Act” de Ontário, que proíbe a revenda de ingressos acima do preço de face. Nas outras 15 cidades-sede, a revenda acima do valor original continua permitida.
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