O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) de Campinas promoveu, em 4 de agosto, uma reunião com representantes da rede hospitalar local para reforçar o protocolo de organização dos serviços em resposta ao aumento dos casos de sarampo no Estado de São Paulo. Embora Campinas não registre casos desde 2021 e tenha alta cobertura vacinal, o Estado contabiliza 16 casos da doença em 2026, cenário que também afeta outros países como Estados Unidos, Canadá e México.
Orientações para controle e prevenção do sarampo
O encontro abordou temas essenciais, como a sensibilização dos serviços para aumentar a suspeição de casos, a importância da coleta de exames para diagnóstico, orientações para isolamento de casos suspeitos e a organização interna dos serviços para detecção rápida. Carolina Bueno Somense, enfermeira do Devisa, destacou a necessidade de manter profissionais com a caderneta de vacinação atualizada e estruturar uma triagem eficiente para minimizar a exposição hospitalar.
Comunicação e capacitação foram enfatizadas, com recomendações para oferecer máscaras, fixar cartazes informativos e adaptar os fluxos conforme a realidade de cada unidade. A notificação imediata de casos suspeitos, realização de exames laboratoriais, isolamento e bloqueios vacinais são medidas apontadas para controle efetivo.
Unidades participantes e busca ativa por vacinação
O encontro contou com 59 profissionais dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica, Comissões de Controle de Infecção Hospitalar e prontos-socorros, incluindo redes como Mário Gatti, Boldrini, Caism, Unicamp, São Leopoldo Mandic, entre outras.
Paralelamente, a Secretaria de Saúde de Campinas iniciou uma busca ativa para crianças com vacinação pendente contra o sarampo. Foram identificadas 11.837 crianças de até 4 anos com registros incompletos no sistema e-SUS. Equipes municipais avaliarão cada caso e contatarão as famílias para garantir a imunização.
Campanha de multivacinação e orientações para o público
A campanha de multivacinação teve início em 3 de agosto, com ações em escolas, um mutirão no Campinas Shopping em 8 de agosto e o Dia D em 22 de agosto. Em 30 de julho, uma reunião com escolas públicas e privadas reforçou orientações de prevenção e medidas diante de casos suspeitos.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível para todos sem esquema vacinal completo, com aplicação recomendada na infância e para faixas etárias específicas, incluindo trabalhadores da saúde.
Atenção aos sintomas e recomendações
É importante observar o surgimento de manchas vermelhas no corpo e febre, acompanhados de tosse seca, conjuntivite, corrimento nasal ou mal-estar intenso. Diante de suspeita, a orientação é procurar atendimento em unidades de saúde, onde o histórico de viagem também será considerado para notificação e controle rápido.
Perguntas frequentes
Qual é a cobertura vacinal de Campinas contra sarampo?
Campinas alcançou, em 2025, 98,30% da população com a primeira dose e 92,41% com a segunda dose da vacina tríplice viral.
Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?
Todas as pessoas sem o esquema vacinal completo, incluindo crianças, jovens de 5 a 29 anos, adultos de 30 a 59 anos e trabalhadores da saúde, conforme esquema específico.
Quais sintomas indicam suspeita de sarampo?
Manchas vermelhas no corpo e febre, acompanhadas de tosse seca, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou mal-estar intenso.
Como a prefeitura está buscando crianças com vacinação pendente?
Por meio da identificação no sistema e-SUS de crianças com registros incompletos, seguida de contato com as famílias para convocação à vacinação.
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