Na manhã desta sexta-feira, 24 de julho, representantes de órgãos municipais, do Corpo de Bombeiros, da concessionária CPFL e empresas públicas participaram da reunião da Operação Estiagem em Campinas. O encontro, coordenado pelo Departamento de Defesa Civil, ocorreu na Sala de Resiliência do Paço Municipal e teve como objetivo alinhar ações preventivas e estratégias para o período de estiagem entre maio e setembro, conforme decreto municipal.
Prevenção e estrutura para combate a incêndios em Campinas
Durante a reunião, foram discutidos os indicadores da operação, o cenário de risco para incêndios em vegetação, o uso de novas tecnologias para monitoramento climático e a infraestrutura para apoiar o combate às ocorrências. Campinas conta atualmente com 695 hidrantes em funcionamento, distribuídos pelo município e utilizados pelo Corpo de Bombeiros para abastecimento de viaturas, o que permite respostas mais rápidas.
O capitão Pedro Henrique Borges Marques destacou que a ampla rede de hidrantes reduz o tempo de deslocamento no atendimento às emergências, aumentando a eficiência no combate a incêndios. Também foram debatidos os preparativos para a entrega do reservatório de água da Mata de Santa Genebra, que ampliará o suporte às operações em áreas de vegetação.
Tecnologia e monitoramento em tempo real na Operação Estiagem
A Defesa Civil apresentou o fortalecimento do sistema meteorológico, com novas estações em fase de validação que acompanharão temperatura, umidade, chuva e vento em diferentes regiões da cidade em tempo real. Projetos com inteligência artificial para monitoramento de inundações, detecção de raios e integração de imagens com dados de radar e estações permitirão emitir alertas regionalizados e melhorar a resposta a eventos climáticos extremos.
As próximas estações serão instaladas em escolas e centros de educação infantil, ampliando a cobertura do monitoramento.
Balanço e resultados da Operação Estiagem
Os indicadores mostram redução significativa nas ocorrências em comparação ao ano anterior. Em 2025, foram registrados 375 focos de calor pelo Inpe e 707 atendimentos de incêndios pelo Corpo de Bombeiros, enquanto em 2026 esses números caíram para 31 focos e 82 atendimentos, respectivamente. Além disso, todos os focos deste ano foram captados pelo satélite, diferente de 2025.
Quanto às ações preventivas em 2026, foram realizadas 39 vistorias em áreas de risco, 156 vistorias no entorno do Aeroporto de Viracopos, emitidos 27 boletins de risco e realizados 160 encaminhamentos técnicos aos órgãos envolvidos.
Importância do trabalho integrado
A Operação Estiagem segue até 30 de setembro, mobilizando órgãos municipais para monitoramento, prevenção, orientação à população e resposta às ocorrências provocadas pelo tempo seco. Segundo Sidnei Furtado, coordenador regional da Defesa Civil, o trabalho conjunto é essencial para reduzir impactos dos extremos climáticos, pois o planejamento integrado aumenta a capacidade de prevenção e resposta rápida em eventos adversos.
Perguntas frequentes
Qual o objetivo da Operação Estiagem em Campinas?
Alinhar ações preventivas e estratégias de resposta para minimizar riscos e ocorrências de incêndios durante o período de estiagem.
Como Campinas está estruturada para combater incêndios?
Contando com 695 hidrantes distribuídos pelo município, além da instalação de reservatórios de água para reforçar o combate em áreas de vegetação.
Quais tecnologias estão sendo utilizadas no monitoramento?
Novas estações meteorológicas em tempo real e sistemas com inteligência artificial para monitoramento de inundações, raios e integração de dados meteorológicos.
Quais resultados a Operação Estiagem tem apresentado?
Redução significativa de focos e atendimentos a incêndios em comparação ao ano anterior, com maior precisão no monitoramento das ocorrências.
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