A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira, 3 de setembro, o 36º Alerta Arboviroses Campinas de 2026, apontando que 23 bairros da cidade apresentam alto risco de transmissão da dengue.
Bairros com alto risco de dengue em Campinas
São indicados os seguintes locais com maior risco:
- Leste: Taquaral, Vila Rossi, Borchi, Vila Iza;
- Noroeste: Cidade Satélite Íris I;
- Norte: Vila Santa Isabel, Jardim Independência, CDHU Edvaldo Orsi;
- Sudoeste: Parque Residencial Vila União, Vila Palácios, Jardim Yeda, Jardim Santa Lúcia, Conjunto Habitacional Vida Nova I e II, Núcleo Residencial Vila Vitória, Jardim Marajó;
- Sul: Jardim São Domingos, Jardim Marisa, Vila Palmeiras I e II;
- Suleste: Jardim Esmeraldina, Jardim Samambaia, Jardim Tamoio, Jardim Aliança, Jardim Estoril.
Orientações para toda a cidade
O alerta tem como objetivo estimular todos os moradores a intensificar a verificação de criadouros de mosquito Aedes aegypti em suas residências, além de reforçar a comunicação e orientação nas áreas que recebem ações intensificadas para controle e prevenção da doença. As orientações são válidas para toda Campinas, incluindo bairros que estiveram em alertas anteriores.
Entre os critérios para elaboração do alerta, a Secretaria avalia a incidência de casos, registros de novas transmissões, imóveis de difícil acesso, densidade populacional e acompanhamento das ações dos agentes de saúde. O alerta também considera os bairros menores situados nas proximidades dessas regiões.
Casos recentes e ações realizadas
De 1º de janeiro a 31 de agosto de 2026, Campinas confirmou 3.810 casos de dengue. Durante esse período foram feitas 1.138.441 visitas a imóveis para controle de criadouros e atividades educativas, além de 53.382 nebulizações costais contra o mosquito.
Visitas domiciliares e controle
As visitas domiciliares são realizadas por agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e equipe contratada para prevenção e combate às arboviroses. Estas ações são essenciais para qualificar a assistência, orientar os moradores e eliminar focos do mosquito vetor.
O combate efetivo às arboviroses requer colaboração da sociedade. A Prefeitura mantém programa de prevenção, porém é fundamental que cada cidadão faça sua parte eliminando criadouros e destinando corretamente os resíduos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, cerca de 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão dentro das residências.
Para evitar a proliferação do mosquito, recomenda-se não deixar água parada em recipientes como latas e pneus. Vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias, com seus pratinhos limpos semanalmente com bucha, água e sabão. É importante vedar caixas d’água e manter vasos sanitários fechados quando não usados.
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