Em Campinas, o álcool na direção foi responsável por metade das mortes no trânsito com causas analisadas em 2026. Dos 32 óbitos registrados em vias urbanas até agosto deste ano, 16 tiveram suas causas investigadas pelo Comitê Intersetorial Programa Vida no Trânsito, dos quais oito envolveram a combinação álcool e direção. A informação consta no Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Ranking dos fatores de risco nas mortes no trânsito em 2026
Além do álcool, a segunda principal causa dos acidentes fatais foi a falta da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), presente em sete casos que representam 44% do total analisado. A velocidade excessiva ou inadequada aparece em seguida, com quatro casos e 25%. Outros fatores como falta de capacete, evitabilidade e violência urbana somam dois casos cada (13%). Ainda foram registrados casos isolados envolvendo circulação em local proibido, uso de drogas ou medicamentos, direção perigosa, uso de linha de cerol e comportamento de pedestre, com um caso cada (6%).
O Comitê é composto por representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Emdec, Samu, Instituto de Criminalística, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Rodoviária, Departamento de Estradas e Rodagem e concessionárias de rodovias. Hospitais locais também colaboram com informações complementares nas análises.
Fiscalização reforçada com bafômetros e radares
De acordo com a Emdec, desde o fim de 2025 estão em andamento as “Operações pela Vida” em parceria com a Guarda Municipal e Polícia Militar, com o objetivo de reduzir os acidentes causados pelo consumo de álcool. Até agosto de 2026, foram aplicados cerca de 15,4 mil testes com bafômetros passivos, resultando em 452 autuações, sendo 15 por dirigir sob influência de álcool e 437 por recusa ao teste. As infrações são gravíssimas, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da habilitação por 12 meses.
O combate à velocidade excessiva também foi ampliado com a ativação de 10 novos radares entre agosto e setembro, totalizando 154 pontos de fiscalização eletrônica na cidade.
A fiscalização dos demais comportamentos de risco, como falta de habilitação e uso inadequado do capacete, ocorre por meio de ações diárias dos agentes e operações integradas, que somaram 156 blitze até agosto. O monitoramento remoto ocorre em 21 pontos, sendo sete ativados em 2026.
Redução das mortes no trânsito em Campinas
Campinas apresentou queda de 32% no total de mortes no trânsito em vias urbanas até agosto de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, salvando 15 vidas. Também houve redução de 44% nas mortes de pedestres e 16% entre motociclistas.
O boletim completo está disponível no site da Emdec.
Perguntas frequentes
Qual o principal fator de risco nas mortes no trânsito em Campinas em 2026?
O álcool na direção foi responsável por metade dos óbitos analisados no trânsito até agosto de 2026.
Como estão as operações de fiscalização do álcool no trânsito em Campinas?
Até agosto, foram realizadas 21 Operações pela Vida com 15,4 mil testes de bafômetro, resultando em 452 autuações por álcool ou recusa ao teste.
Quantos radares existem em Campinas para fiscalizar velocidade?
Após a ativação de 10 novos radares em agosto e setembro, Campinas possui 154 pontos com fiscalização eletrônica.
Houve redução nas mortes no trânsito em Campinas em 2026?
Sim, as mortes em vias urbanas caíram 32% até agosto em relação ao ano anterior.
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