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Brasil

Crise no Oriente Médio deve provocar aumento de combustíveis

Portal Hortolândia

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gasolina

O assassinato do general Qassem Soleimani, da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, na quinta-feira (2) em Bagdá (Iraque), após ataque aéreo dos Estados Unidos, aumentará a tensão em uma região marcada há décadas por instabilidade.

Em curto prazo, o novo episódio de conflito no Oriente Médio vai provocar aumento do preço do petróleo, como previu o presidente Jair Bolsonaro e volatilidade no mercado financeiro, mas esse quadro não deverá se estender, conforme especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

De acordo com o professor de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Mattar Nasser, livre docente com tese sobre a geopolítica norte-americana no Oriente-Médio, o Irã não vai revidar. “Eles não vão entrar em guerra. Não fazem também porque a assimetria militar é muito grande. O Irã não tem condição de entrar em guerra nem com Israel, muto menos com os Estados Unidos”.

“Eles não agem de forma intempestiva como se constrói aqui no ocidente. Agem de forma muito prudente, muito pensada, em médio e longo prazo. É improvável que ajam em um ataque aéreo ou em bateria militar. Nunca fizeram e não é agora que vão fazer. O Irã vai ser ainda mais precavido e não vai haver contra-ataque”, assinala.

Em sua opinião, a iniciativa dos EUA vai gerar coesão interna entre os grupos políticos do Irã, e vai aumentar a influência do país na região como ocorreu em outros momentos beligerantes na região. “Nos anos de guerra no Afeganistão e no Iraque, o Irã aumentou a influência política, militar e econômica na região. Ele cresceu à medida que seus vizinhos enfraqueceram, inclusive por causa das intervenções norte-americanas”, descreve Nasser.

O professor chama atenção que o general iraniano assassinado pelos americanos, era considerado “low-profile” e “não era terrorista”. Conforme o acadêmico, Qassem Soleimani defendia as estratégias do Irã de combater o Estado Islâmico e o Taleban.

Território protegido e estoques garantido

Reginaldo Nasser afirma que o aumento de tensão na região não afeta a segurança do território norte-americano, a única exceção na história dos EUA foi o atentado de 11 de setembro de 2001.

Se em termos militares os Estados Unidos mantêm segurança, por causa da distância do território e da superioridade bélica em relação a outros países, em termos econômicos o episódio contra o Irã também terá poucas consequências. Quem acrescenta essa avaliação é de Jorge Camargo, ex-presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e hoje vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).

“Os Estados Unidos tornaram-se autossuficientes e exportadores de petróleo e gás. Em dez anos, os norte-americanos aumentaram a produção de petróleo em 10 milhões de barris [por dia], o que é equivalente a uma Arábia Saudita”, contabiliza Camargo. Segundo ele, essa capacidade de produção de petróleo, especialmente a partir do xisto, “serve como colchão.”

O mercado mundial de petróleo “está abastecido”, descreve Camargo, a ponto de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) recentemente ter decido retirar 2 milhões de barris de petróleo por dia de circulação e os preços do petróleo terem oscilado por pouco após o ataque de drones na principal refinaria da Arábia Saudita em setembro passado, “aquilo praticamente não mexeu no preço do petróleo.”

Conforme o especialista, o Brasil também “não corre risco de desabastecimento”. O país, no entanto, sofrerá impacto com o aumento já previsto do preço do combustível. Ele não sabe quando ocorrerão os ajustes nas refinarias e, consequentemente, nas bombas de diesel e de gasolina.

Clima positivo de mercado

Jorge Camargo não recomenda que haja subsídio e que eventuais aumentos do preço de petróleo deixem de ser repassados. “O país está em transição para mercado mais aberto de petróleo. A Petrobras está desinvestindo em refinaria para acabar com o monopólio do refino. É fundamental para quem quer investir tenha convicção de que não vai haver intervenção”, recomenda.

De acordo com o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, “os mercados ainda estão avaliando pontais desdobramentos [da nova crise no Oriente Médio}. Há muita incerteza sobre isso.” O seu palpite é que “pode se pensar em uma certa acomodação, mesmo que em um grau de nervosismo mais alto ou com agravamento dessas tensões.”

“Nos próximos dias, o mercado vai conseguir precificar melhor o grau de risco desse fato novo. Por ora, está estacando o otimismo recente, gerando correção no preço dos ativos”. O economista pondera que antes do ataque, “havia um clima positivo de mercado, somando fatores externos [por causa da trégua comercial entre os EUA e China} e perspectivas melhores para economia brasileira.”

fonte ebc

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Aos 77 anos morre autor de “A Lua e EU”, Cassiano

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Na noite de sexta (07), faleceu no Rio de Janeiro o cantor e compositor Cassiano, autor do sucesso ‘Primavera’, eternizado na voz de Tim Maia. No fim de abril, ele sofreu uma parada cardíaca e estava intubado desde então no Hospital Carlos Chagas.

Nascido em Campina Grande, o Paraibano, Genival Cassiano dos Santos é considerado um dos precursores do soul brasileiro e deu voz a grandes sucessos do gênero, como “A Lua e Eu” e “Coleção”. Cassiano tinha 77 anos.

A causa da morte não foi informada oficialmente. A Secretaria Estadual de Saúde não confirmou informações que circularam dando conta de que ele teria contraído Covid-19. O quadro de saúde do cantor teria se complicado após uma cirurgia para retirar parte de um pulmão.

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Detran esclarece como fica o transporte de crianças no novo Código de Trânsito Brasileiro

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A partir de 12 de abril, entrou em vigor a Lei 14071/20, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e traz novidades que envolvem desde documentação de habilitação, prazos do processo administrativo de trânsito, até obrigatoriedade de itens de segurança e mudanças nas sanções de infração. Com objetivo de levar a informação ao cidadão, o Detran.SP preparou uma série de conteúdos para tirar as dúvidas sobre como era e como vai ficar o CTB após as alterações.

Uma das mais de 50 alterações que se destaca refere-se ao transporte de crianças em automóveis. Até então, o uso do dispositivo de retenção em veículos de passeio era indispensável aos menores de 10 anos independente da altura e peso, variava apenas o modelo do equipamento de acordo com a idade. Agora, com as novas regras, será levada em consideração também a altura da criança, ou seja, somente aquelas que tenham menos de 1,45m (também até 10 anos) deverão, obrigatoriamente, ser transportadas no banco traseiro, com o dispositivo adequado. A multa para o motorista que transportar criança sem observância das regras continua sendo gravíssima, no valor de R$293,47 e sete pontos na carteira.

Os equipamentos são comercializados de acordo com o limite de peso e a idade da criança. Por isso, o ideal é que, antes de comprar, os pais coloquem o pequeno na cadeirinha e fixe-a com o cinto do próprio acessório para ter certeza de que está adequado. Confira os diferentes modelos para cada faixa etária:

• Bebê conforto ou conversível:

Crianças com até um ano de idade ou crianças com peso de até 13 kg, conforme limite máximo definido pelo fabricante do dispositivo.

• Cadeirinha:

Crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos ou para crianças com peso entre 9 a 18 kg, conforme limite máximo definido pelo fabricante do dispositivo.

• Assento de elevação:

Crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio ou crianças com até 1,45 m de altura e peso entre 15 a 36 kg, conforme limite máximo definido pelo fabricante do dispositivo.

• Cinto de segurança do veículo:

Crianças com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual a dez anos ou crianças com altura superior a 1,45m.

Já os condutores de aplicativos estarão isentos desta obrigatoriedade enquanto estiverem em horário de trabalho. Anteriormente, a isenção era exclusiva dos táxis, além de outras exceções que continuarão existindo (veículos de transporte coletivo de passageiros, de aluguel, de transporte de escolares e demais veículos com peso bruto total superior a 3,5 t).


Luz baixa

Antes da alteração no CTB, os motoristas tinham que usar o farol baixo a noite, dentro de túneis e durante o dia nas rodovias, mas a norma não distinguia o tipo de via, agora a luz baixa deve ser usada durante o dia apenas em rodovias de pista simples situadas fora dos perímetros urbanos. Aos que descumprirem a regra, terão de arcar com infração média, com quatro pontos na CNH e multa de R$ 130,16.

Com a alteração no CTB não será mais exigida a luz baixa quando o veículo já dispuser da luz DRL (sigla de Daytime Running Light ou Luz de Rodagem Diurna), sistema que aciona de forma automática a luz assim que o veículo é ligado. Aliás, sobre esta tecnologia, a resolução 667, do Contran, determina a obrigatoriedade deste dispositivo DRL em veículos produzidos a partir de 2021.

Conversão à direita

Outra novidade está no Art. 44-A que estabelece a possibilidade de liberação da conversão à direita diante de sinal vermelho do semáforo onde houver sinalização indicativa que permita essa conversão. Antes, esta autorização não existia.

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Selo postal marca o início da Semana das Comunicações

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O Ministério das Comunicações (MCOM) e os Correios lançaram, nessa segunda-feira (3), um selo personalizado e um carimbo comemorativo alusivos à Semana Nacional das Comunicações. O evento, que ocorreu no edifício-sede dos Correios, em Brasília/DF, teve as presenças do Ministro das Comunicações, Fábio Faria, do presidente dos Correios, Floriano Peixoto, entre outros convidados.

Durante toda esta semana, o MCOM realiza uma programação que destaca os avanços do setor no Brasil, que abrange as áreas de telecomunicações, radiodifusão, serviços postais e comunicação social. O ministério organiza o lançamento de novos pontos do Wi-Fi Brasil, de um mutirão de migração de rádios AM/FM e o Digital Day – quando serão realizadas demonstrações da tecnologia 5G que está sendo testada no país-, entre outras atividades. Mais informações estão disponíveis na página do órgão.

O ministro Fábio Faria lembrou em seu discurso da importância dos Correios para a população brasileira ao longo dos anos: “Uma empresa que chega onde ninguém chega, que ao longo de décadas foi símbolo de confiança dos brasileiros, uma empresa que é orgulho nacional”.

O presidente dos Correios, Floriano Peixoto, que conduziu o lançamento do selo, destacou a importância do MCOM para liderar o processo de modernização do setor de comunicações do país, em especial, a introdução da tecnologia 5G e as transformações dos serviços postais. “Os Correios estão inseridos nesse contexto de digitalização das comunicações. Adaptada às novas tecnologias e às exigências dos clientes, a empresa tem contribuído, cada vez mais, para desenvolvimento da economia brasileira. A evolução da estatal está sendo possível porque, de fato, há um ministério comprometido com o desenvolvimento do setor postal”, afirmou o gestor.

Selo – A imagem do selo, criada pelo MCOM, traz as cores e a geometria da bandeira nacional e a figura de uma rede tridimensional com 5 pontos interligados, que simulam linhas de transmissão, uma referência à tecnologia 5G. A peça filatélica também informa o período da semana comemorativa, de 3 a 7 de maio de 2021. Os selos personalizados serão utilizados pelo Ministério em suas correspondências oficiais e em ações institucionais.

O dia 5 de maio é lembrado, no Brasil, como o Dia Nacional das Comunicações, em homenagem ao Marechal Cândido Rondon, considerado o patrono das comunicações no país. Entre 1890 e 1916, Rondon percorreu mais de 100 mil quilômetros do território brasileiro, para conectar pelo fio do telégrafo as cidades do Rio de Janeiro (então capital), São Paulo e o Triângulo Mineiro aos lugares mais distantes do país, como as regiões da Amazônia e do Mato Grosso. Essa rede telegráfica, composta por sete mil quilômetros de cabos, permitiu importantes avanços para comunicação do país naquela época – como a modernização dos serviços postais e a demarcação de fronteiras e da topografia nacional.

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