Aposentadoria do INSS continua gerando dúvidas entre trabalhadores brasileiros, especialmente após novas discussões judiciais e a aplicação das regras de transição da reforma da Previdência.
Uma decisão recente da 9ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reforçou um ponto importante para segurados: quando a incapacidade para o trabalho teve início antes da reforma da Previdência de 2019, o cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente deve seguir as regras antigas.

O entendimento determina que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recalcule um benefício concedido com base nas normas anteriores à Emenda Constitucional 103/2019.
De acordo com a decisão judicial, a segurada já apresentava incapacidade laboral desde 10 de janeiro de 2018, antes da entrada em vigor da reforma. Mesmo assim, o benefício havia sido convertido posteriormente usando a nova fórmula de cálculo.
Com isso, a Justiça entendeu que houve aplicação indevida da regra nova.
Índice
Aposentadoria do INSS e a decisão sobre incapacidade anterior
O caso envolveu uma segurada que inicialmente recebia auxílio-doença e depois teve o benefício convertido em aposentadoria por incapacidade permanente.
O INSS utilizou a fórmula criada após a reforma, que prevê pagamento inicial equivalente a 60% da média de todos os salários de contribuição, com acréscimos progressivos conforme o tempo de contribuição.
A autora questionou judicialmente o cálculo, argumentando que sua incapacidade começou antes da reforma.
O relator do processo, desembargador federal Urbano Leal Berquó Neto, destacou que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a constitucionalidade da nova fórmula no Tema 1.300 da repercussão geral.
Porém, segundo o entendimento aplicado, essa regra vale apenas para incapacidades surgidas após a entrada em vigor da reforma.
Como a incapacidade da segurada foi comprovadamente anterior, o benefício deverá seguir os critérios previstos nos artigos 44 e 29 da Lei 8.213/91.
Na prática, isso significa aposentadoria equivalente a 100% do salário de benefício, modelo mais vantajoso que o cálculo atual.
Além do recálculo, a decisão também determinou pagamento das diferenças atrasadas, com juros e correção monetária.
O INSS ainda foi condenado ao pagamento de honorários advocatícios.
Quais são as regras atuais da aposentadoria do INSS em 2026
Além da decisão judicial, trabalhadores precisam acompanhar as regras de transição da reforma da Previdência.
Em 2026, a idade mínima exigida para quem está na transição subiu novamente.
As mulheres precisam atingir 59 anos e seis meses de idade, além de pelo menos 30 anos de contribuição.
Os homens devem alcançar 64 anos e seis meses, com no mínimo 35 anos de recolhimento.
Essas exigências fazem parte do cronograma progressivo criado após a reforma.
Aposentadoria do INSS regra dos pontos também mudou
Outra alternativa é a chamada regra dos pontos.
Nesse modelo, soma-se idade mais tempo de contribuição.
Em 2026, os requisitos são:
Mulheres: 93 pontos
Homens: 103 pontos
Também permanece obrigatório cumprir o tempo mínimo de contribuição.
Essa regra é considerada uma alternativa para trabalhadores que começaram a contribuir antes da reforma e estavam próximos da aposentadoria.
Pedágio de 50% e 100% continuam valendo
As regras de pedágio continuam sendo opção para parte dos segurados.
No pedágio de 50%, a regra vale para quem, em novembro de 2019, estava a até dois anos de completar o tempo necessário para aposentadoria.
Nesse caso, o trabalhador precisa cumprir o período restante acrescido de metade desse tempo.
Já no pedágio de 100%, a exigência é cumprir o dobro do tempo que faltava.
As idades mínimas nesse modelo são:
- 57 anos para mulheres
- 60 anos para homens
Mudanças recentes deixam aposentados atentos
Além das regras de aposentadoria, o INSS também tem sido alvo de novas discussões envolvendo crédito consignado, revisões de benefícios e regras previdenciárias debatidas no Supremo Tribunal Federal.
Esse cenário mantém aposentados e trabalhadores próximos da aposentadoria em alerta.
Especialistas orientam que segurados analisem cuidadosamente qual regra pode ser mais vantajosa antes de solicitar o benefício.
Isso acontece porque cada histórico contributivo pode levar a resultados diferentes no valor final da aposentadoria.
Quem teve incapacidade reconhecida antes da reforma, por exemplo, pode ter direito a revisão caso o cálculo tenha seguido as normas mais recentes.
A análise documental e previdenciária se torna essencial nesses casos.
O que muda para quem vai se aposentar
O principal impacto está na necessidade de planejamento.
As mudanças da Previdência criaram múltiplos caminhos para aposentadoria.
Dependendo da situação do trabalhador, pode ser possível acessar regras mais favoráveis.
No caso da aposentadoria por incapacidade permanente, a data de início da incapacidade pode fazer diferença direta no valor do benefício.
Já para aposentadorias programadas, idade, tempo de contribuição e enquadramento nas regras de transição seguem sendo determinantes.
FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES
Quem teve incapacidade antes da reforma pode receber mais do INSS?
Sim. Se a incapacidade começou antes da reforma da Previdência e o benefício foi calculado pela regra nova, pode haver direito à revisão.
Qual a idade mínima para aposentadoria do INSS em 2026?
Na regra de transição, mulheres precisam de 59 anos e seis meses. Homens, 64 anos e seis meses, além do tempo mínimo de contribuição.
Ainda existe regra de pedágio no INSS?
Sim. Permanecem as modalidades de pedágio de 50% e 100% para segurados enquadrados nas condições previstas pela reforma.
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