A KDDI, em parceria com a Michinori, está iniciando no Japão experiências com inteligência artificial (IA) para otimizar a comunicação em ônibus autônomos. O foco é ajustar os recursos da rede de dados com base na rota percorrida, na cobertura disponível e nas necessidades operacionais, visando minimizar interrupções durante as viagens.
Testes no Japão: Ajustes na comunicação da frota

Os ônibus autônomos contam com sensores que monitoram o ambiente, além de dependerem da comunicação para atualizações de mapas e interações com centros de controle. A interrupção na conexão deve ser evitada, pois pode acarretar em falhas que comprometam a segurança e a operação do veículo.
A IA irá avaliar a rede de comunicação para alocar recursos de acordo com a demanda. Trechos com baixa cobertura ou alta concentração de usuários podem necessitar de um tratamento especial. O sistema deverá ser capaz de diferenciar uma variação normal de uma anomalia que possa atrapalhar o funcionamento.
O controle remoto serve como suporte, complementando os sistemas já presentes no veículo em vez de substituí-los. Os operadores terão acesso a imagens, alertas e informações sobre a rota, permitindo que tomem decisões em situações inesperadas. Para isso, é necessário que a comunicação mantenha baixa latência e utilize mecanismos de autenticação eficazes.
A gestão da frota também é impactada pela comunicação, possibilitando ajustes em horários, manutenções e ritmos de circulação baseados nos dados recebidos. Com um aumento na quantidade de ônibus, a prioridade será garantir a segurança ao enviar mensagens, sem impedir o fluxo de informações operacionais necessárias.
Segurança cibernética e eficiência no transporte
A segurança digital é um aspecto fundamental nesse teste, visto que uma rede conectada aumenta os pontos vulneráveis. A implementação de criptografia, atualizações de dispositivos e a distinção entre funções operacionais e serviços para passageiros são essenciais para prevenir invasões e falhas técnicas.
No Brasil, é provável que os ônibus autônomos comecem a ser testados em locais como aeroportos, fábricas, universidades e corredores dedicados. As condições da rede variam bastante entre as diferentes regiões, o que demanda planejamento antecipado para definir redundâncias e protocolos para situações de perda de sinal antes que a operação regular comece.
Os testes no Japão devem demonstrar como as telecomunicações e o transporte podem integrar uma infraestrutura comum. A condução autônoma não se limita ao veículo em si; fatores como cobertura de rede, centros de controle, protocolos de emergência e a própria disponibilidade do serviço são essenciais para proporcionar uma experiência segura aos passageiros.
Fonte: Alpha Autos
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