Forvia Revoluciona Gerenciamento de Baterias para Veículos Híbridos

A Forvia Hella foi selecionada para desenvolver um inovador sistema que combina três funções de gerenciamento de baterias de alta tensão. Este novo modelo conjuga controle central, monitoramento das células e conectividade elétrica em uma única unidade, voltada principalmente para veículos híbridos de grande porte comercializados nas Américas e na Europa.
Integração Eletrônica: Menos é Mais nos Híbridos

Esse sistema unificado incorpora a gestão da bateria, módulos de medição das células e a caixa de junção, permitindo um controle eficaz do fluxo de alta tensão do sistema, ao mesmo tempo que reduz as conexões necessárias entre bateria e veículo. Essa redução de interfaces minimiza o risco de falhas durante operação, recarga e situações críticas.
Diminuir o número de módulos resulta em menos fios, conectores, peso e custos de instalação. A eliminação de cada conexão diminui potenciais pontos de falha, mas essa concentração de funcionalidades requer validações precisas para que um defeito não comprometa múltiplas operações do sistema.
O gerenciamento contínuo permite a monitoração de tensão, corrente e temperatura das células, possibilitando prever a disponibilidade de energia e regular as cargas e descargas, além de implementar medidas de proteção. É crucial identificar variações entre células para prevenir perda de eficiência e riscos à segurança.
Embora a arquitetura atual seja projetada para veículos híbridos, seu conceito pode ser atualizado para veículos totalmente elétricos. Essa escalabilidade é atrativa para montadoras, pois permite a aplicação de tecnologias e componentes em diferentes plataformas, reduzindo a diversidade de soluções requeridas.
Próximos Lançamentos: PowerPack de 48 Volts e Mais
A empresa também está se preparando para a produção de um PowerPack de 48 volts, que combina bateria e circuitos eletrônicos de potência. Esse sistema permite a recuperação de energia durante desacelerações e manutenção de funções críticas mesmo com o motor a combustão desligado, consagrando um recurso ideal para otimizar o consumo em sistemas híbridos de baixa tensão.
A produção em série deste projeto deve iniciar entre o final de 2027 e o começo do primeiro semestre de 2028, com etapas de desenvolvimento, testes de durabilidade, segurança funcional e compatibilidade eletromagnética sendo rigorosamente seguidas antes da adaptação às plataformas dos fabricantes envolvidos.
Para a cadeia produtiva automotiva, essa integração propõe a transferência do valor de componentes isolados para conjuntos completos, fazendo com que fornecedores assumam responsabilidade sobre hardware, software e validações. Oficinas e empresas de reparação também precisarão se adaptar à nova realidade dos módulos integrados, que não permitem a substituição isolada de todas as funções internas.
Fonte: Alpha Autos
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