Recentemente, as montadoras chinesas no Brasil têm aumentado o diálogo com fornecedores nacionais, buscando alternativas para os componentes importados. Contudo, os altos preços oferecidos por esses fornecedores locais ainda dificultam essa transição. Esse movimento ganha relevância com a crescente implantação de novas fábricas, que suscitam um debate sobre a nacionalização e o aumento da participação da indústria brasileira nos investimentos feitos pelas montadoras.
Indústrias Consultam Terceiros Nacionais, mas Seguimos Presos ao Importado

A questão abrange fabricantes que já começaram operações de montagem ou produção no Brasil. Ao buscarmos peças de origem nacional, esses fabricantes avaliam fatores como custo, qualidade e capacidade logística para atender às demandas da fabricação do veículo.
No entanto, nem todas as consultas resultam em contratos, pois os custos apresentados pelas empresas locais frequentemente superam os dos componentes importados. Esse descompasso pode ser atribuído à escala de produção global utilizada pelas indústrias asiáticas, além de aspectos como preços de matérias-primas e custos operacionais.
A produção local de um componente requer um investimento inicial em ferramentas e processos de homologação, que, por sua vez, precisam ser diluídos ao longo do volume de peças produziadas. Quando o volume é menor ou o contrato é temporário, o custo por unidade acaba sendo mais elevado.
Adicionalmente, a importação também envolve despesas como frete, seguros e variação cambial. No entanto, empresas estabelecidas em cadeias produtivas asiáticas conseguem manter uma competitividade mesmo com esses custos adicionais.
Custos Elevados Freiam Fornecedores Nacionais nas Fábricas Chinesas

A nacionalização não pode ser avaliada somente pela localização do montado final; um veículo pode sair de uma linha de montagem brasileira e ter a maior parte de seus motores, sistemas eletrônicos e outros componentes oriundos do exterior.
Para aumentar o conteúdo nacional, é essencial que montadoras e fornecedores estabeleçam parcerias antes do início da produção. Envolvendo-se nas fases de engenharia, há uma oportunidade de adequar os componentes às condições locais, minimizando a necessidade de mudanças posteriores.
Iniciativas como o Mover visam fomentar a pesquisa, eficiência e produção local. O sucesso depende da capacidade de converter essas oportunidades em contratos e criação de empregos na cadeia produtiva.
A indústria brasileira já é experiente em produzir motores, transmissões e outros componentes, enquanto o crescimento da eletrificação veicular requer uma maior oferta de baterias e sistemas complexos.
A disparidade nos preços indica que o processo de nacionalização requer não apenas uma base sólida, mas também que os fornecedores se integrem para que parte do investimento realmente efetive na indústria nacional.
Fonte: Alpha Autos
Para mais notícias, eventos e empregos, siga-nos no Google News (clique aqui) e fique informado
Lei Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização previa do Portal Hortolandia . Lei nº 9610/98












