Hortolândia

Nova ETE de Hortolândia terá tecnologia inédita no país

A nova Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Hortolândia deve entrar em operação em janeiro de 2028 e terá capacidade para ampliar a estrutura de saneamento do município. A obra recebe investimento de R$ 294 milhões e, segundo a assessoria de imprensa da Sabesp, é de responsabilidade da companhia, tanto em relação à execução quanto aos recursos destinados ao empreendimento.

As obras foram vistoriadas pelo prefeito José Nazareno Zezé Gomes nesta quarta-feira (30), durante visita realizada a convite da Sabesp. O empreendimento é considerado uma das principais obras de saneamento em andamento no município.

O prefeito esteve acompanhado dos secretários municipais Vicente Andreu, de Serviços Públicos, e Eliane Nascimento, de Meio Ambiente. Segundo a Prefeitura de Hortolândia, a obra é uma das maiores da história da cidade e está sendo executada por um consórcio formado pelas empresas Andrade Gutierrez e Elevação, vencedor da licitação.

O contrato foi assinado em 13 de março deste ano. A previsão é de que as obras sejam concluídas até 31 de dezembro de 2027, antes do início da operação previsto para janeiro de 2028.

Capacidade da nova ETE de Hortolândia

A estrutura vai substituir a estação atual e ampliar a capacidade média de tratamento de 450 litros por segundo para 575 litros por segundo. A nova ETE também terá capacidade para suportar vazões de pico de até 978 litros por segundo.

Na prática, a estação deverá tratar cerca de 50 milhões de litros de esgoto por dia. O volume corresponde a aproximadamente 80 piscinas semiolímpicas, com dimensões semelhantes à piscina do Poliesportivo Nelson Cancian, no Jardim Nova Hortolândia. Todo esse esgoto passará por tratamento antes de retornar ao meio ambiente.

Tecnologia inédita no Brasil

A nova ETE utilizará a tecnologia BIOCOS, inédita no Brasil para o tratamento biológico de esgoto por meio de lodos ativados. De acordo com a administração municipal, o sistema permitirá maior eficiência, ocupará uma área menor e consumirá menos energia e produtos químicos.

Outro diferencial será a estrutura totalmente enclausurada, com captação e tratamento dos gases gerados no processo. A estação atual possui instalações abertas e utiliza grandes lagoas, enquanto a nova unidade foi planejada para funcionar de forma selada.

O prefeito Zezé Gomes afirmou que a tecnologia muda a realidade em relação ao mau cheiro e aumenta o conforto para a população. Segundo ele, a obra foi pensada para funcionar de maneira eficiente e respeitosa com o meio ambiente e com a cidade.

Automação e área menor ocupada

Outro ponto destacado na nova estrutura é o elevado nível de automação. Todo o funcionamento da estação será acompanhado por um centro de controle, com monitoramento permanente dos processos e maior precisão na operação.

A nova ETE também ocupará cerca de 10% da área atualmente usada pela estação antiga, mesmo com a ampliação da capacidade de tratamento.

Com a entrada em funcionamento da nova unidade, as instalações antigas serão descomissionadas gradualmente, encerrando formalmente as atividades do sistema atual. O processo será feito de forma planejada, acompanhando a transferência das operações para a nova estação.

Para a Prefeitura de Hortolândia, a obra faz parte de uma visão de longo prazo para uma cidade que continua crescendo e atraindo novos moradores, empresas e investimentos. O município afirma que ampliar e modernizar a infraestrutura de saneamento é uma forma de preparar Hortolândia para os desafios das próximas décadas.

Zezé Gomes disse que a nova ETE representa um investimento na Hortolândia de hoje e das próximas gerações. Segundo ele, quando estiver concluída, a estrutura será uma das mais modernas do setor no País, combinando capacidade tecnológica, eficiência operacional e compromisso ambiental.

Perguntas frequentes

Quando a nova ETE de Hortolândia deve entrar em operação?

A previsão é de que a nova estação entre em operação em janeiro de 2028.

Qual será a capacidade de tratamento da nova estação?

A capacidade média será de 575 litros por segundo, com vazões de pico de até 978 litros por segundo.

Qual tecnologia será usada na nova ETE?

A estação utilizará a tecnologia BIOCOS, inédita no Brasil para o tratamento biológico de esgoto por meio de lodos ativados.

Quanto a obra vai custar?

O investimento informado é de R$ 294 milhões.

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