Por que, nas eleições de 2026, discordar parece ter virado crime?
A eleição ainda nem terminou, mas uma velha doença política já está em plena campanha: o chauvinismo, palavra que eu pouco conhecia e resumindo trata-se defesa cega de uma causa.
Não é patriotismo. É quando a paixão por um lado transforma o adversário em inimigo, e qualquer crítica passa a ser tratada como traição pessoal.
Nas redes sociais, a política virou torcida organizada. O candidato escolhido pode errar, exagerar ou contradizer o próprio discurso. Pouco importa. Para alguns, admitir qualquer falha significa “dar razão ao outro lado”.
E aí está o perigo.
Democracia não é escolher um candidato e entregar a ele um cheque em branco. É votar, cobrar, questionar e aceitar que milhões de brasileiros podem pensar diferente.
Em 2026, talvez o maior desafio do eleitor não seja descobrir quem grita mais alto, mas quem consegue olhar além da própria bolha.
Porque quando o eleitor deixa de analisar propostas e passa apenas a defender o seu “time”, a política deixa de ser debate saudavel.
Vira torcida. E torcida não fiscaliza, aplaude.
Por Uberdan Agnelo
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