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Petróleo dispara mais de 15% após escalada da guerra no Oriente Médio e risco no Estreito de Ormuz

Petróleo dispara: os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira (9), impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O temor de interrupções no transporte marítimo e cortes na produção elevou as cotações para níveis não vistos desde meados de 2022.

No mercado internacional, os contratos futuros do petróleo Brent crude oil subiam cerca de US$ 15,51, ou 16,7%, chegando a aproximadamente US$ 108,20 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) crude oil avançava US$ 14,23, ou 15,7%, sendo negociado em torno de US$ 105,13 por barril.

Alta histórica no mercado de petróleo

O movimento pode representar um dos maiores saltos diários da história recente do petróleo. Durante o dia, as cotações chegaram a subir ainda mais:

  • WTI: alta de até 31,4%, atingindo US$ 119,48 por barril
  • Brent: avanço de 29%, chegando a US$ 119,50 por barril

O mercado já vinha pressionado desde a semana passada, quando o Brent acumulou alta de 27% e o WTI subiu 35,6%.

Estreito de Ormuz preocupa mercado global

Grande parte da preocupação dos investidores está relacionada ao Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo.

Com a escalada do conflito, há temor de:

  • interrupções no tráfego de petroleiros
  • aumento do risco de ataques ou bloqueios marítimos
  • atrasos nas exportações de petróleo do Oriente Médio

Esses fatores já estão desacelerando o transporte marítimo e aumentando o custo de fretes e seguros.

Ásia pode ser a região mais afetada

Os analistas apontam que os países asiáticos estão entre os mais vulneráveis à crise, pois dependem fortemente das importações de petróleo do Oriente Médio.

Se as tensões continuarem, o impacto pode incluir:

  • aumento global do preço da energia
  • pressão sobre a inflação mundial
  • custos maiores para combustíveis e transporte

Impactos podem chegar ao Brasil

Embora o Brasil produza petróleo, as oscilações do mercado internacional costumam influenciar diretamente os preços internos de combustíveis.

Caso a alta se mantenha, especialistas apontam que pode haver reflexos em:

  • gasolina
  • diesel
  • transporte e logística
  • custos de produção industrial

O cenário continuará sendo monitorado pelos mercados globais nos próximos dias, especialmente diante do risco de novas interrupções no fornecimento de petróleo.

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