O Homem de Aço (2013) abriu os trabalhos no universo da DC e até conseguiu boas críticas. Batman vs Superman foi surrado por um sem número de fãs e críticos. Esquadrão Suicida (2016) afundou ainda mais este barco. Mas foi com Mulher Maravilha (2017) que conseguiram voltar para os trilhos. Agora vamos ver o que a Liga da Justiça nos trouxe. Preparados?

Quando ouvi comentários que a produção foi ‘marvetizada’ fiquei preocupado, pois o tom que gostaria de ver não era este. Mas vi algo diferente disso. E mesmo com mais piadas que o normal, muitas delas feitas por Flash – 60% funcionam e o restante está lá sem nenhuma função – e certa leveza no tom do roteiro, ainda temos uma trilha sonora dramática e com batidas secas e a utilização de cores e tons sombrios na maior parte do tempo (por isso ver em 3D pode prejudicar a experiência).

A melhor coisa de Liga da Justiça é, de fato, a química entre os super heróis. Batman deixa de ser um sociopata e até tenta fazer o público rir (?!). Mulher Maravilha, como sempre, é ponto central e o carisma de Gal Gadot ajuda muito. Flash pode evoluir no futuro, mas funciona bem. Aquaman é um ermitão e Cyborg está deslocado e é pouco inspirado.

Mas cadê o Superman? Ele começa com a já famosa cena do bigodinho de Henry Cavill, que foi retirado digitalmente e o negócio ficou feio demais, mas com o passar do tempo, ele cresce, junto com a grandiosidade das lutas e a destruição.

O Lobo da Estepe é qualquer nota e totalmente esquecível. Sua motivação é tão mal conduzida quanto a de Apocalypse no último filme dos mutantes, e sua criação em CGI parece ter sido pensada por um garoto de 12 anos. Aí chegamos à batalha final! Você se lembra do quão exagerados e sem naturalidade eram os efeitos especiais no final de Esquadrão Suicida e Mulher Maravilha? Pois bem, este sofre do mesmo problema, tirando a imersão do espectador.

Duas horas e vinte minutos depois, os créditos sobem. Fico com a sensação de que o universo da DC nunca vai deslanchar de fato e que já estou meio saturado dos super heróis nos cinemas… e jamais pensei que um dia iria escrever algo assim.

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Por Éder de Oliveira
Jornalista e criador do site www.cinemaepipoca.com.br

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