Sempre quando entro nas sessões para assistir um filme da Pixar, fico ansioso para saber qual curta-metragem irá me emocionar. Desta vez, a história de dois vulcões que se apaixonam me levou às lágrimas, por conta da sensibilidade, das músicas belíssimas e do toque genial que só o estúdio sabe dar (não seria exagero algum esperar uma indicação para o Oscar 2016).

Os últimos longas metragens da Pixar não tinham os contornos de obras primas como em ‘Up – Altas Aventuras’, ‘Ratatouille’ ou ‘Toy Story 3’ e por isso os fãs estavam sentindo falta de algo com estes moldes. ‘Divertida Mente’ veio para acabar com esta espera, já que o roteiro é tão cuidadoso que detalha algo tão complexo quanto os sentimentos, de maneira simples e objetiva.

O modo com que as memórias são coletadas e armazenadas é magistral (algumas serão utilizadas apenas dali alguns anos, outras moldam a personalidade e outras ainda caem no esquecimento e nunca mais retornam) e a utilização de cores e personagens quase cartunescos, como é o caso do amigo imaginário de Riley que chora guloseimas (?!), evidencia a criatividade do estúdio.

Ao mudar com seus pais de Minnesota para San Francisco, Riley, uma garotinha de 11 anos, sente as mudanças da vida. Dentro de seu cérebro, emoções como Nojinho e Raiva interagem para tentarem equilibrar as escolhas dela. Mas Tristeza e Alegria são jogadas para fora da sala de controle por conta de um ‘erro de cálculo’ e agora terão que percorrer as ilhas de pensamentos para retornar ao local de trabalho.

Ao dialogar tanto com a criançada quanto com os adultos, ‘Divertida Mente‘ prova ter alma, coração, inteligência e poderia ser mostrado aos outros estúdios para que tentarem sair da mesmice de continuações de ‘Era do Gelo’, ‘Madagascar’ e tantos outros títulos. A lição de moral é exposta sem pieguice, provando que ainda há mentes criativas na indústria de Hollywood.

Por Éder de Oliveira
www.cinemaepipoca.info

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