21 de junho de 2024
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Dilma e Aécio decidem no segundo turno

As últimas pesquisas do primeiro turno do Ibope e do Datafolha, divulgadas às vésperas das eleições, mostraram mudanças distintas em caso de segundo turno com a candidata à reeleição para a presidência, Dilma Rousseff (PT). Diante de Marina Silva (PSB), a vantagem da atual presidente apresentou um quadro estável. Em uma ocasional disputa com o candidato Aécio Neves (PSDB), tal vantagem foi reduzida.

Porem o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves deu uma virada e nas pesquisas que antecederam o primeiro turno, o tucano deu início a uma evolução, e agora, decide o segundo turno com Dilma Rousseff.

Agora dia 26 de outubro de 2014 independente de pesquisas eleitorais e mesmo sabendo que o PT em Hortolândia fez por merecer analisando os números de outras cidades da Região Metropolitana de Campinas, os cidadãos precisam escolher o representante federal levando em conta o que é melhor para o pais, estado e município que mora, analisando os alguns pontos que destacamos abaixo para Dilma e Aécio.

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Dilma Rousseff

Programas sociais – os programas de inclusão social são um importante trunfo de Dilma para o segundo turno. No ano passado, mais de 14 milhões de famílias foram beneficiadas pelo Bolsa Família, o principal cartão de visitas da candidata nessa área. “Dilma vai destacar as realizações do seu governo, principalmente nas políticas sociais”, afirma a professora Roseli Martins Coelho, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp).

Defesa dos direitos dos trabalhadores – para se diferenciar de Aécio, Dilma deve insistir que representa a garantia da manutenção de direitos trabalhistas e tentará colar, no adversário, a pecha de candidato dos “patrões”. Uma das declarações da presidenta que mais repercutiram, no primeiro turno, foi a de que ela não mexerá nesses direitos “nem que a vaca tussa”.

Discurso nacionalista – uma das estratégias recorrentes do PT, em disputas majoritárias, é afirmar que o PSDB defende a privatização de empresas públicas. Em 2006, Luiz Inácio Lula da Silva, então concorrendo à reeleição, conseguiu colar no adversário, o tucano Geraldo Alckmin, a pecha de que iria privatizar a Petrobras. Agora, Dilma deve repetir a fórmula, acusando Aécio de pretender entregar as estatais para a iniciativa privada.

Lula – sem dúvida, o ex-presidente Lula é um dos cabos eleitorais mais importantes do País. Em dezembro de 2010, dias antes de deixar a presidência da República, uma pesquisa da CNT/Sensus mostrava que seu governo era aprovado por 83% dos entrevistados – um recorde. Sua avaliação pessoal era positiva para 87% dos brasileiros. Com isso, Lula deve intensificar suas aparições nas propagandas do segundo turno e na campanha em geral.

Aécio Neves

Pibinho – o fraco desempenho da economia, durante o governo Dilma, é a maior arma do senador mineiro. O País fechou junho em recessão técnica, ou seja, apresentou dois trimestres consecutivos de queda do PIB. Entre janeiro e março, o recuo foi de 0,2%. Já de abril a junho, a baixa foi de 0,6%. Aécio se apresentará como o candidato mais preparado para reconduzir o Brasil ao crescimento, com austeridade nas contas públicas e inflação sob controle. Para tanto, já nomeou Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, como seu futuro ministro da Fazenda.

Fernando Henrique Cardoso – ao contrário de outras eleições, em que FHC se queixou de que os candidatos tucanos não defendiam seu legado, Aécio faz questão de destacar o apoio do ex-presidente e suas conquistas na área econômica. Pertencer ao partido que lançou no Plano Real, neste pleito, é um trunfo e tanto. “Aécio é o candidato mais difícil, para Dilma, porque as realizações de FHC não são qualquer coisa. Foram importantes”, afirma a professora Roseli Martins Coelho, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp).

Desejo de mudança – as manifestações de junho do ano passado marcaram o fim da lua-de-mel da população com o governo Dilma. Em poucas semanas, a aprovação pessoal da presidenta caiu de 74% para 49%, segundo pesquisa CNT/MDA. Diversas pesquisas mostraram que, desde então, os brasileiros alimentam um desejo de mudança na política brasileira. “Doze anos no poder efetivamente desgastaram o PT”, afirma a cientista política Christiane Romeo, do Ibmec/RJ. “Dilma vai ser confrontada com a contradição de seu discurso, que oferece continuidade e promessas de mudanças”, diz.

Escândalos do governo – com o mensalão, a prisão de petistas históricos e as recentes denúncias de corrupção na Petrobras, o PT perdeu uma bandeira e tanto: o da ética na política. Aécio deve explorar esse flanco e colar, em Dilma, a imagem de pertencer a uma agremiação que compactua com os malfeitos que diz combater. “Aécio deve, ainda, adotar um discurso mais republicano, de defesa das instituições contra interesses pessoais”, afirma o cientista político Carlos Melo, professor do Insper. “As revelações de Paulo Roberto da Costa e Alberto Youssef devem repercutir muito ainda”, diz, referindo-se ao ex-diretor da Petrobras e ao doleiro que fizeram acordos de delação premiada com a Polícia Federal.

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