Tarifa da Sabesp passou a valer nesta quinta-feira (1º) nas cidades atendidas pela companhia em todo o estado de São Paulo. O reajuste foi aprovado pela Arsesp e fixa aumento médio de 6,11% nas tarifas de água e esgoto, conforme a variação inflacionária acumulada entre julho de 2024 e outubro de 2025.
De acordo com o Governo do Estado de São Paulo, a revisão tarifária considera apenas a inflação do período, sem qualquer acréscimo real acima desse índice. Na prática, o reajuste tem como objetivo preservar o equilíbrio econômico-financeiro do serviço, sem aumento do custo real para os usuários.
Tarifa da Sabesp segue regra inflacionária após privatização
A mudança marca o primeiro reajuste após a privatização da Sabesp, concluída em 2024. Desde então, o contrato prevê que as revisões tarifárias ocorram com base na inflação recente, utilizando um intervalo de 16 meses como referência.
Segundo a Arsesp, esse modelo busca dar previsibilidade tanto aos consumidores quanto à companhia, garantindo a continuidade dos investimentos em saneamento sem repassar aumentos acima da inflação.
Quanto passa a custar a tarifa residencial
Com o reajuste de 6,11%, o valor da tarifa residencial sofreu alteração para quem consome entre 11 m³ e 20 m³ por mês. O custo por metro cúbico, equivalente a mil litros de água, passou de R$ 6,01 para R$ 6,40.
O impacto aparece diretamente na fatura mensal, especialmente em residências com consumo médio. Ainda assim, o percentual aplicado ficou cerca de 15% abaixo do que estava previsto no contrato de privatização, segundo informações do governo estadual.
Governo afirma que não houve aumento real
Antes da privatização, o governador Tarcísio de Freitas declarou que a tarifa não subiria para os usuários. Durante o processo de venda da companhia, o governo esclareceu que não haveria reajustes acima do índice contratual, o que se confirma neste primeiro aumento pós-privatização.
De acordo com o Executivo estadual, o reajuste atual apenas recompõe perdas inflacionárias, sem encarecer o serviço em termos reais.
O que muda para o consumidor na prática
Apesar da justificativa técnica, o aumento é sentido no orçamento doméstico, principalmente em um cenário de custos elevados com serviços básicos. Especialistas do setor destacam que, mesmo sem aumento real, qualquer reajuste afeta famílias de baixa renda e reforça a importância do uso consciente da água.
A Sabesp informa que mantém programas de tarifa social para famílias inscritas em programas sociais, com descontos aplicados conforme critérios estabelecidos.
Investimentos e metas de saneamento
A companhia segue com metas de ampliação do acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto, conforme os compromissos assumidos após a privatização. O modelo de reajuste atrelado à inflação é apontado como essencial para garantir investimentos contínuos em infraestrutura, manutenção da rede e expansão do serviço.
De acordo com a Arsesp, o acompanhamento dos indicadores de qualidade e universalização continuará sendo feito pela agência reguladora.
Perguntas frequentes sobre a Tarifa da Sabesp
Quando começou a valer o novo valor da tarifa da Sabesp?
O reajuste entrou em vigor nesta quinta-feira, dia 1º, para todas as cidades atendidas pela companhia.
Qual foi o percentual de aumento aprovado?
O reajuste médio aprovado foi de 6,11%, baseado na inflação acumulada dos últimos 16 meses.
O reajuste está acima da inflação?
Não. Segundo o Governo do Estado e a Arsesp, o aumento considera apenas a variação inflacionária do período.
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