Em reunião virtual organizada pela Câmara Temática de Segurança Pública, órgão vinculado à Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas), autoridades municipais definiram, nesta quinta-feira (25), detalhes de como vão funcionar as barreiras sanitárias que serão instaladas nas 20 cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) – já a partir desta sexta-feira (26) e até o dia 4 de abril – para tentar reduzir a circulação de pessoas durante a fase emergencial do Plano São Paulo de combate à pandemia de coronavírus no Estado.

O período coincide com o superferiado decretado pelo Município de São Paulo e a medida foi aprovada, por unanimidade, pelos prefeitos que integram o Conselho de Desenvolvimento da RMC, em videoconferência realizada na quarta-feira.

A reunião foi comandada pelo presidente em exercício do Conselho, Gustavo Reis, que é prefeito de Jaguariúna. A Agemcamp foi representada pelo diretor-executivo Benjamim Bill Vieira de Souza, pela diretora-adjunta técnica Juliana Villalba e pelo coordenador da Câmara Temática de Segurança, Roverson Penteado Cardoso. Participaram os secretários de Segurança de Campinas (Christiano Biggi), Pedreira (Luiz Pavão), Cosmópolis (Sesã Fortuna), Monte Mor (Ronaldo Perandré), Luis Antonio Pereira (Itatiba) e Edgar Mello do Prado Filho (Jaguariúna), bem como representantes das Guardas Municipais de Americana, Santa Bárbara, Paulínia, Vinhedo, Santo Antonio de Posse, Holambra, Indaiatuba e Sumaré. Já a capitã Carolina Pádua Rosa representou o 19º BPM-I (Batalhão de Polícia Militar do Interior).

Durante o encontro, ficou definido que os municípios vão priorizar os principais acessos para a instalação das barreiras sanitárias e a abordagem será focada nos veículos com placas de São Paulo e das cidades da Grande São Paulo. “Boa parte dos municípios da Região Metropolitana de Campinas conta com o sistema de videomonitoramento, onde as câmeras são equipadas com a tecnologia OCR, que permite identificar a origem do veículo mesmo com o novo modelo de placas (Mercosul)”, explicou Bill.

Cada município vai definir o melhor horário de funcionamento das barreiras sanitárias, com sugestão para que elas aconteçam nas primeiras horas da manhã e no fim de tarde. As prefeituras também vão criar um questionário para que as pessoas abordadas justifiquem o motivo da chegada na cidade. “Nossa ideia é que os municípios atuem de forma conjunta, com as Guardas Municipais fazendo denúncias sobre a realização de festas ou aglomerações na RMC de uma forma geral. Acredito que já nesta sexta-feira nós, infelizmente, começaremos a receber pessoas de São Paulo e da Grande São Paulo e a realização desta reunião foi muito importante para definir os detalhes do trabalho conjunto. Tenho certeza também que a união de forças entre as Guardas Municipais e Polícia Militar, bem como das Vigilâncias Sanitárias e demais representantes da área da Saúde em cada município, vai nos permitir criar um ‘cinturão’ e proteger os nossos moradores”, afirmou o presidente em exercício do Conselho de Desenvolvimento, Gustavo Reis.