Nesta sexta-feira, 9, uma nova polêmica surgiu no São Paulo. Por meio de uma reportagem do Estadão, foi revelado que o Tricolor fechou um contrato com a Milclean, empresa de serviços de limpeza.
O contrato foi firmado em 2024 e tem validade até 14 de junho de 2027. O Tricolor se comprometeu a pagar cerca de R$ 569 mil por mês a empresa administrada por Otávio Alves Corrêa Filho, amigo pessoal de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, que foi sócio da empresa até 2021, quando vendeu seu percentual de ações.
Qual a polêmica?
O ponto de polêmica é que segundo a reportagem, o contrato não tem sido cumprido. O acordo prevê que 96 funcionários da empresa estarão no clube de segunda a sábado, enquanto 95 funcionários estarão em domingos e feriados. Todavia, isso não tem ocorrido.
Documentos internos mostram que o máximo de funcionários foi de 55 em um dia, outros dias tiveram apenas 39 profissionais. A revelação polêmica pressiona ainda mais Casares, que passará por uma votação de impeachment nos próximos dias.
Além disso, o presidente do São Paulo vem sendo investigado pela Polícia Civil.
O que dizem os envolvidos?
“A Federação Paulista de Futebol esclarece que o presidente Reinaldo Carneiro Bastos foi sócio da Milclean até 2021, quando vendeu sua participação de forma amigável e se desvinculou totalmente da empresa. Desde sua saída da sociedade, Reinaldo não participa de nenhum ato da Milclean, de nenhuma decisão administrativa nem possui nenhum cargo ou remuneração. Desta forma, é completamente desonesta a tentativa de liga-lo a um suposto contrato da Milclean com o São Paulo Futebol Clube, do qual Reinaldo sequer sabia da existência e, segundo a própria reportagem do Estadão, foi celebrado em 2024, três anos depois da venda da participação e saída da empresa.
O presidente da FPF afirma ainda que ninguém de sua família possui qualquer vínculo societário com o proprietário da Milclean, que é apenas um amigo antigo“, enviou a FPF a reportagem.
São Paulo
“O contrato com a empresa Milclean foi celebrado após a realização de um processo de concorrência, com a participação de sete empresas do mercado, todas com boas referências. Foi escolhida a empresa de menor custo, e não há registro atual de qualquer vínculo com o presidente da FPF. O escopo do contrato contempla toda a área do clube social, sendo sua gestão de responsabilidade desta diretoria. Ao término do contrato, será realizado um novo processo de concorrência.
O controle interno da prestação dos serviços de limpeza é realizado por meio de procedimentos formais e sistemáticos, com o objetivo de assegurar a conformidade contratual e a rastreabilidade das informações.
O controle de presença dos colaboradores da empresa prestadora de serviços é efetuado diariamente no acesso ao portão. Todos os funcionários alocados no contrato realizam o registro de entrada por meio de assinatura em lista de controle interno do SPFC, garantindo a validação física da presença no local de trabalho.
As listas de controle assinadas são consolidadas e utilizadas para o acompanhamento diário da quantidade de prestadores efetivamente presentes, em comparação ao quantitativo previsto em contrato“, enviou o São Paulo.
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