Leila Pereira critica MP das apostas e fala sobre contratos

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, expressou sua insatisfação referente à Medida Provisória que suspendeu a divulgação de sites de apostas no Brasil. Em uma entrevista concedida à GE TV, ela comentou sobre a ação do governo, ressaltando que, embora o clube não tenha sido afetado de imediato — já que o valor anual do contrato com a Sportingbet foi pago —, ela descartou qualquer tipo de ajuste comercial até que a situação se normalize.
“Decisão surpreendeu a todos”
Leila destacou que a questão vai além do financeiro, envolvendo também a credibilidade institucional. “A decisão do governo foi abrupta e pegou todos os clubes de surpresa, uma vez que tínhamos contratos em vigor. Embora este ano já tenhamos recebido o pagamento, o valor é significativo para o Palmeiras. No entanto, estou confiante de que encontraremos uma solução em breve. Aulgação dos contratos é crucial por questão de confiança no nosso país.”
Mantendo a seriedade na camisa
Enquanto outras equipes como Corinthians, São Paulo e Fluminense buscam alternativas emergenciais, como parcerias temporárias ou a inclusão de logotipos de aplicativos relacionados às apostas, o Palmeiras prefere não improvisar. “Estamos comprometidos com o patrocinador atual, com um contrato até dezembro de 2027. Não consideramos patrocínios pontuais. Se a proibição continuar, vamos discutir como encerrar o contrato de maneira amigável e profissional, mas não teremos nenhum patrocínio temporário,” afirmou Leila.
Consequências para o futebol brasileiro
O Palmeiras possui um contrato com a Sportingbet que gera aproximadamente R$ 100 milhões anuais, com validade até dezembro de 2027. Contudo, o efeito da MP é generalizado: 13 das 20 equipes da Série A contavam com patrocinadores ligados a apostas, envolvendo mais de R$ 900 milhões por ano em contratos. A medida, que entrou em vigor em 6 de outubro, proíbe toda forma de publicidade dessas operadoras no Brasil.
Próximos passos
A Medida Provisória seguirá para votação no Congresso Nacional em novembro. Nos bastidores, os clubes estão buscando decisões no STF e aguardam uma alternativa negociada.
Fonte: Pauta Viva
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