Justiça absolve presidente do Corinthians de denúncias graves

A 2ª Vara Criminal de São Paulo decidiu, na última quinta-feira (29), rejeitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual contra Osmar Stabile, atual presidente do Corinthians. A avaliação foi conduzida pela juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, que, em sua análise, destacou a ausência de provas robustas que justificassem a abertura de um processo por apropriação indébita.
Acusações do Ministério Público
O Ministério Público levantou suspeitas sobre pagamentos que ultrapassam R$ 720 mil, realizados entre julho de 2025 e agosto de 2026. Essas quantias foram divididas em 16 parcelas destinadas à Bear Security, uma companhia de segurança criada em 2025, que registrou notas fiscais apenas para o clube durante a investigação.
A denúncia teve início a partir de relatos de associados do Corinthians, que questionaram a relação entre o clube e a empresa contratada.
Motivos para o indeferimento da denúncia
A juíza analisou detalhadamente a documentação e concluiu que os pagamentos realizados seguiram os procedimentos internos necessários e receberam as devidas aprovações. Além disso, foi considerado que os serviços prestados foram efetivos, o que elimina a possibilidade de apropriação indébita.
Na mesma decisão, o Judiciário negou outros pleitos do MP, como a suspensão de Stabile da presidência, restrições de acesso às instalações do clube e o bloqueio de bens no montante de R$ 721 mil.
Defesa de Stabile
Os advogados de Osmar Stabile reforçaram que a escolha da Bear Security se deu por conta de ameaças que o presidente vinha recebendo, justificando assim a necessidade da contratação da empresa para sua proteção. Esse fator foi considerado na deliberação do caso.
Próximos passos do Ministério Público
A decisão não encerra a questão, uma vez que o promotor Cássio Roberto Conserino já sinalizou a intenção de recorrer contra a recusa da denúncia.
Fonte: Pauta Viva
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