A derrota sofrida na noite desta quarta-feira (1º) para o Fluminense não foi apenas mais um revés para o Corinthians. Foi a oitava partida consecutiva sem vencer — e o estopim para que a diretoria de futebol do clube passe a avaliar, ainda que com cautela, a demissão do técnico Dorival Júnior.
Internamente, o entendimento é de que o trabalho estagnou. O crédito conquistado com os títulos da Copa do Brasil e da Supercopa, que sustentava o treinador até aqui, tem se esgotado a cada rodada. Além disso, as reclamações públicas de Dorival em coletivas de imprensa sobre a falta de reforços têm sido mal recebidas pela cúpula alvinegra.
Dorival deve ter mais uma chance, mas vitória é essencial
Apesar do clima de insatisfação, a demissão não é iminente. A princípio, Dorival Júnior comandará a equipe no próximo compromisso: domingo (5), às 19h30, na Neo Química Arena, contra o Internacional. Uma vitória é vista como fundamental para estancar a sangria e recuperar a confiança do elenco e da torcida.
O principal obstáculo para uma eventual demissão neste momento é financeiro. Para rescindir o contrato com Dorival, o Corinthians teria de desembolsar cerca de R$ 7 milhões — um valor elevado para um clube que enfrenta problemas de fluxo de caixa.
Planejamento prioriza copas e ameniza crise no Brasileirão
Outro fator que pesa a favor da permanência do treinador é o planejamento esportivo do clube. A diretoria tem foco maior nas competições eliminatórias, como Libertadores e Copa do Brasil. Dessa forma, o desempenho irregular no Brasileirão — ainda que preocupante — é menos determinante para uma decisão radical do que uma eventual eliminação precoce nos torneios mata-mata.
Por enquanto, Dorival respira. Mas a corda, no Parque São Jorge, continua esticada.
Para mais notícias, eventos e empregos, siga-nos no Google News (clique aqui) e fique informado
Lei Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização previa do Portal Hortolandia . Lei nº 9610/98










