Candidato à presidência do São Paulo prevê dívida alarmante

Marcelinho Portugal Gouvêa, candidato à presidência do São Paulo, revelou que a dívida do clube pode atingir R$ 1,3 bilhão até dezembro de 2026. Durante sua participação no podcast Tricolaços, ele ressaltou a gravidade da situação financeira do Tricolor, o que o motivou a entrar na corrida pela presidência.
Segundo Marcelinho, a atual administração deve mudar urgentemente para evitar um aumento contínuo do endividamento. Ele demonstrou preocupação de que, se a gestão atual continuar, a dívida possa dobrar nos próximos três anos.
Previsões alarmantes
Em sua análise, o candidato destacou que a situação do clube é crítica. “Assumi essa missão porque pode ser a última chance de reverter a situação do São Paulo. A dívida já supera um bilhão e, se não houver mudanças, chegaremos a R$ 1,3 bilhão no final do ano. Com a continuidade da atual equipe, essa soma pode se tornar impagável em três anos”, afirmou.
A projeção apresentada por Marcelinho para o fim de 2026 depende dos resultados oficiais que serão divulgados pelo clube, que poderão confirmar ou não suas estimativas.
Dívida recorde em 2024
O São Paulo já enfrentou um endividamento elevado nos últimos anos. Em 2024, o clube registrou uma dívida de R$ 968 milhões, recorde até aquele momento. No ano seguinte, essa cifra caiu para R$ 858 milhões, mas o novo prognóstico de Marcelinho sugere um crescimento alarmante da dívida se nada for feito.
Divulgação dos balanços financeiros
A previsão é de que os clubes apresentem seus balanços até o final de abril do ano subsequente ao ano fiscal. Esses dados são submetidos a órgãos como o Conselho Deliberativo para avaliação e aprovação das contas.
Dessa forma, os resultados financeiros de 2026 só devem ser conhecidos em 2027, permitindo a comparação entre a dívida real do São Paulo e as projeções feitas durante a corrida eleitoral.
Próximas eleições no São Paulo
Marcelinho Portugal Gouvêa já formalizou sua candidatura como oposição e, até agora, é o único nome confirmado para a liderança do clube. A votação está agendada para a primeira quinzena de dezembro.
A situação atual ainda não indicou um adversário, e o resultado das eleições será crucial para determinar os novos responsáveis pela gestão e as estratégias para enfrentar o endividamento do São Paulo. À medida que o pleito se aproxima, a conduta financeira do clube se tornará um tema central nas discussões entre as correntes políticas.
Fonte: Pauta Viva
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