Campinas

Servidores exploram territórios da história negra em Campinas

Os servidores participantes do programa “Travessias Negras: Liderança, Território e Transformação no Serviço Público”, promovido pela Prefeitura de Campinas, realizam nesta quarta-feira, 17 de setembro, uma atividade que destaca a história e os territórios negros da cidade. A iniciativa, denominada Rota Afro, integra o curso e proporciona uma vivência prática, saindo da sala de aula para reconhecer a memória, a cultura e as contribuições da população negra para a formação de Campinas.

O trajeto acontece no Centro Histórico, começando pelo Largo São Benedito e encerrando-se no Paço Municipal. No percurso, os participantes visitam locais significativos para a memória afro-campineira, como a Igreja de São Benedito, o Monumento à Mãe Preta e o Largo do Rosário.

Objetivos do programa Travessias Negras

Segundo Daniel Estevão, coordenador do Programa de Desenvolvimento de Lideranças Negras, a atividade busca ampliar a compreensão dos servidores sobre a formação social e histórica da cidade, estimulando a conexão entre conhecimento territorial e atuação na administração pública. Estevão afirma que essa experiência permite reconhecer contribuições históricas da população negra que raramente são destacadas nas narrativas tradicionais da cidade, promovendo a reflexão sobre o desenvolvimento de políticas públicas mais alinhadas às necessidades da população.

A Rota Afro compõe um conjunto de ações formativas que, além de conteúdos teóricos, incluem outras experiências práticas que valorizam patrimônios e referências da população negra na construção de Campinas.

Detalhes da formação para servidores públicos

Com carga horária de 100 horas, o curso é exclusivo para servidores públicos negros que tenham potencial de liderança e interesse na pauta racial, ocupando diferentes níveis hierárquicos na administração municipal.

Durante a formação, são explorados temas como liderança negra, gestão pública antirracista, filosofia Ubuntu, pensamento decolonial, racismo estrutural e ambiental, comunicação estratégica, inteligência emocional, gestão de pessoas e políticas públicas.

Parcerias e cooperação internacional

O programa fortalece a colaboração internacional entre Campinas e a Universidade Pedagógica de Maputo, em Moçambique. Essa parceria amplia o intercâmbio de experiências sobre liderança, diversidade, território e gestão pública.

Participam também da iniciativa a PUC-Campinas, por meio do Centro de Estudos Africanos e Afro-brasileiros Dra. Nicéia Quintino Amauro, além do Observatório MIPID (Programa Memória e Identidade: Promoção da Igualdade na Diversidade).

Programa de Desenvolvimento de Lideranças Negras

O programa tem como objetivo identificar e fortalecer servidores negros com perfil para exercer funções de liderança na administração pública. Entre suas ações estão o desenvolvimento de competências gerenciais, incentivo ao crescimento profissional, criação de uma rede de lideranças negras e produção de estudos sobre diversidade e seu impacto na gestão pública.

A iniciativa contribui para aumentar a presença de gestores negros em espaços decisórios, promovendo uma administração pública mais diversa, representativa e comprometida com a equidade.

Perguntas frequentes

O que é a Rota Afro do programa Travessias Negras?

É uma atividade formativa que leva servidores a percorrer locais históricos relacionados à memória e cultura negra em Campinas, promovendo aprendizagem prática sobre a contribuição da população negra à cidade.

Quem pode participar do curso Travessias Negras?

Servidores públicos negros da administração municipal que tenham potencial para liderança e interesse na pauta racial, independentemente do nível hierárquico.

Quais temas são abordados na formação do programa?

Temas como liderança negra, gestão pública antirracista, filosofia Ubuntu, pensamento decolonial, racismo estrutural e ambiental, comunicação estratégica, inteligência emocional, gestão de pessoas e políticas públicas.

Quais instituições participam da parceria do programa?

Participam a Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique), PUC-Campinas por meio do Centro de Estudos Africanos e Afro-brasileiros e o Observatório MIPID.

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