O Grupo de Resposta Unificada (GRU) de Campinas realizou uma ação nesta quinta-feira, 8 de outubro, que resultou na eliminação de mais de 100 criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika. A fiscalização ocorreu em dez imóveis de nove bairros, com o auxílio de um drone para identificar os locais com possíveis criadouros, além do suporte de chaveiro para acessar imóveis desocupados com respaldo jurídico.
As regiões onde as atividades foram feitas incluem Parque das Flores, Vila Boa Vista, Cidade Universitária, Bosque de Barão, Ponte Preta, Vila Industrial, Vila Georgina, Vila Carminha e Jardim Ouro Branco. Em seis imóveis, o drone foi essencial para a vistoria, enquanto em dois deles houve necessidade da intervenção do chaveiro.
A força-tarefa contou com a participação da Secretaria Municipal de Saúde, Defesa Civil, Coordenadoria de Fiscalização de Terrenos (Cofivt), Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas), Procon, Serviços Técnicos Gerais (Setec) e Guarda Municipal. Esta foi a 32ª operação realizada no ano, chegando a um total de 283 imóveis vistoriados em 2024.
Bairros com maior risco de dengue em Campinas
De acordo com o 41º Alerta Arboviroses Campinas, divulgado em 8 de outubro, 34 bairros da cidade apresentaram maior risco de dengue na última semana. As áreas identificadas são:
- Leste: Vila 31 de Março, Vila Lafayette Álvaro, Parque Brasília, Jardim Conceição, Jardim Flamboyant, Chácara da Barra, Vila Costa e Silva;
- Noroeste: Jardim Garcia, Vila Castelo Branco, Conjunto Residencial Parque São Bento, Conjunto Habitacional Parque da Floresta e Jardim Bassoli;
- Norte: Vila Proost de Souza, Jardim Magnólia, Vila Teixeira, Real Parque, Jardim São Gonçalo;
- Sudoeste: DIC 3, DIC 5, Jardim Shangai, Recanto do Sol I, Jardim Mercedes, Vila Maria Eugênia, Conjunto Residencial Souza Queiroz, Jardim Alvorada;
- Sul: Jardim São José, Vila Lourdes, Jardim das Bandeiras, Jardim do Lago 2, Vila Rica, Cidade Jardim;
- Suleste: Jardim Leonor, Ponte Preta, Jardim Proença.
Orientações para prevenção e participação da população
O alerta tem o objetivo de estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em suas casas e orientá-la no combate ao mosquito Aedes aegypti. As ações são reforçadas especialmente nas regiões com maior risco, mas as recomendações valem para toda a cidade, inclusive para bairros vizinhos. A Secretaria de Saúde considera vários indicadores, como casos recentes, densidade populacional e acesso aos imóveis, para elaborar o alerta.
Até 5 de outubro de 2024, não houve registro de mortes por dengue na cidade, apesar dos 4.096 casos confirmados no período. Ao longo do ano, as equipes da Saúde Municipal já realizaram cerca de 1,3 milhão de visitas domiciliares para controle de criadouros e ações educativas, além de 53,3 mil visitas para aplicação de inseticida por nebulização.
A Prefeitura mantém desde 2015 um Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses, que coordena programas e ações preventivas na cidade. A população é fundamental na luta contra a doença, pois levantamento estadual indica que 80% dos criadouros estão dentro das residências.
Cuidados essenciais para evitar a proliferação do mosquito
Para impedir que o Aedes aegypti se reproduza, é importante evitar o acúmulo de água em recipientes como latas, pneus e vasos de plantas. A água dos vasos deve ser trocada a cada dois dias, enquanto os pratinhos devem ser limpos semanalmente com bucha, água e sabão. Caixas d’água precisam estar vedadas, e vasos sanitários sem uso devem permanecer fechados.
Mais informações sobre o combate às arboviroses estão disponíveis nos sites oficiais da Prefeitura de Campinas e na plataforma dedicada à dengue.
Perguntas frequentes
O que é o Grupo de Resposta Unificada (GRU)?
É uma força-tarefa intersetorial de Campinas criada para atuar em denúncias e locais onde as soluções tradicionais não foram suficientes para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Quais bairros de Campinas têm maior risco de dengue atualmente?
Segundo o último alerta, 34 bairros de diferentes regiões da cidade apresentam maior risco de dengue, incluindo Vila 31 de Março, Jardim Garcia, Vila Proost de Souza, Jardim Shangai, Jardim São José e Jardim Leonor, entre outros.
Como a população pode contribuir no combate à dengue?
Cada cidadão deve eliminar possíveis criadouros em casa, evitando acúmulo de água em recipientes, trocando água de vasos de plantas, vedando caixas d’água e destinando corretamente os resíduos.
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