As ações da Azul estão em forte desvalorização na bolsa de valores, com registro de queda maior do que 70%, acumulando uma perda de cerca de 90% nos últimos cinco dias. A queda está ligada ao plano de recuperação judicial da empresa, que prevê a conversão de parte das dívidas em ações.
Desta forma, os credores deixam de receber juros e passam a integrar o quadro de acionistas. Para viabilizar essa estratégia, a Azul lançou uma oferta de R$ 7,4 bilhões em ações ordinárias e preferenciais, o que aumentou significativamente o número de papéis em circulação e pressionou o valor unitário das ações.
Mais detalhes sobre a queda nas ações da Azul
O objetivo, segundo informou a empresa, é capitalizar a companhia por meio da chamada “troca obrigatória de dívidas financeiras”. Ao todo, foram emitidas 723,9 bilhões de ações ordinárias e o mesmo volume de preferenciais, negociadas em lotes de mil e dez mil papéis. A medida busca reduzir o endividamento e criar condições para uma reorganização financeira mais sustentável.
A Justiça dos Estados Unidos aprovou o plano de reorganização da Azul no fim do ano passado, dentro do processo de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências americana, semelhante à recuperação judicial no Brasil.
A empresa recorreu ao mecanismo após os impactos da pandemia de Covid-19, somados a pressões macroeconômicas e setoriais que elevaram seu endividamento. Seguindo o caminho de outras companhias aéreas, como Gol e Latam, a expectativa da Azul é concluir o processo de recuperação ainda neste ano.
Fonte: G1
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