Adquirir um veículo elétrico promete redução nas despesas com energia e elimina a necessidade de certos serviços comuns a motores a combustão. Porém, um fator que se destaca na lista de custos é o seguro do automóvel.
Seguro de Carros Elétricos: Custos que Você Deve Considerar

Recentes levantamentos revelam a relevância desse custo. Um exemplo é o BYD Dolphin GS 180 EV, que teve um seguro médio de R$ 2.669,13 para homens e R$ 2.308,76 para mulheres, conforme a Creditas Seguros.
Comparativamente, o Volkswagen Polo Track apresentou valores de R$ 1.533,03 e R$ 1.422,82, respectivamente, resultando em um seguro do Dolphin 74% mais caro para homens e 62% para mulheres.
Essa discrepância é crucial, pois impacta diretamente um dos principais argumentos a favor do carro elétrico: a economia na utilização.
No entanto, é fundamental distinguir entre os custos de manutenção e reparo. A arquitetura do carro elétrico é mais simplificada. A ausência de itens como trocas de óleo, velas ou sistema de escapamento resulta em menos componentes móveis.
Isso pode levar a custos reduzidos para manutenção e revisões preventivas. No entanto, as seguradoras consideram fatores como o valor do veículo, disponibilidade de peças e mão de obra especializada no cálculo do seguro.
A reparabilidade é um aspecto que começa a se tornar vital no contexto atual. Automóveis projetados para permitir a troca de componentes individuais e que têm suporte de rede de serviços para tal podem ter custos de reparação significativamente diferentes.
Além disso, não se limita apenas a modelos totalmente elétricos. O híbrido BYD Song Plus 1.5, por exemplo, teve os seguros mais altos entre os pesquisados, com R$ 3.600,84 para homens e R$ 3.563,09 para mulheres.
Juntamente com o GWM Haval H6, os elétricos compõem a lista dos seguros mais onerosos.
Os dados mostram que a situação pode mudar rapidamente. Entre julho e agosto, a média do seguro do Dolphin caiu 21,34% para homens e 23,77% para mulheres, o que indica que os preços não devem ser vistos como índices permanentes.
Conforme a frota de elétricos cresce, as seguradoras acumularão mais informações sobre a frequência de acidentes e os custos reais de reparo. A evolução desse mercado pode alterar a dinâmica de preços.
Outro fator relevante é a localização do proprietário. O estudo revelou variações nas capitais analisadas. O valor do seguro é influenciado por variáveis como modelo, localização, perfil do motorista e histórico de sinistros.
Dessa forma, valores apresentados são meramente indicativos e não devem ser vistos como garantias. Ao considerar um carro elétrico ou híbrido, é aconselhável incluir o seguro na comparação inicial.
Ao restringir a seleção a alguns modelos, faça cotações adaptadas ao seu perfil e localização. Considere não apenas o custo da apólice, mas também as franquias, serviços oferecidos e condições gerais das coberturas.
A eletrificação nos leva a repensar o custo de se ter um automóvel. Durante anos, o foco esteve nos gastos com combustíveis e manutenção, mas agora o consumidor deve analisar o custo total de propriedade.
Preço de energia, manutenção, pneus, impostos, seguro e depreciação devem ser avaliados em conjunto.
Por fim, ao invés de perguntar se o seguro de carro elétrico é mais alto, reflita sobre como fatores como escala, disponibilidade de peças e capacitação das oficinas poderão mudar esse cenário no futuro.
Fonte: Alpha Autos

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