Campinas registrou até agosto de 2026 uma redução significativa nas mortes de pedestres e motociclistas em vias urbanas, conforme dados divulgados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Segundo o boletim informativo da Emdec, 21 motociclistas perderam a vida neste período, número 16% menor em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram 25 mortes. Já as mortes de pedestres caíram 44%, passando de 16 para nove óbitos.
Redução geral nas mortes no trânsito urbano
Ao todo, foram 32 mortes em acidentes de trânsito nas vias urbanas da cidade, registrando uma queda de 32% e resultando em 15 vidas salvas no comparativo com 2025, que teve 47 óbitos. Esses números consideram vítimas fatais com até 30 dias após o sinistro.
Apesar da diminuição, pedestres e motociclistas ainda correspondem a 94% do total de mortes nas vias urbanas, distribuídos conforme o perfil das vítimas:
- 21 motociclistas (66%) com 1 óbito registrado em agosto;
- 9 pedestres (28%) com 2 óbitos em agosto;
- 2 ocupantes de outros veículos (6%) com 1 óbito em agosto;
- Nenhuma morte de ciclista registrada.
Dados sobre rodovias e total de mortes no trânsito
Nas rodovias de Campinas, até agosto de 2026, ocorreram 34 mortes, totalizando 66 óbitos no trânsito campineiro no ano, uma redução de 22% em comparação às vias urbanas e rodoviárias no mesmo período. Entre os mortos, 61% eram motociclistas, 21% pedestres, 16% ocupantes de outros veículos e 2% ciclistas.
Vias com maior concentração de mortes em 2026
Das 32 mortes ocorridas no eixo urbano, sete ocorreram em três vias da cidade, representando quase 22% do total:
- Antiga rodovia Santos Dumont: 3 óbitos (2 motociclistas e 1 pedestre);
- Avenida John Boyd Dunlop: 2 óbitos (1 motociclista e 1 pedestre);
- Rua Eldorado: 2 óbitos (motociclistas).
Medidas e estratégias para redução das mortes
Esta é a oitava queda mensal consecutiva nos índices de mortes no trânsito, atribuída às ações da Emdec que incluem intervenções viárias em pontos críticos, fiscalização intensiva com blitze, testes de bafômetro, fiscalização eletrônica e videomonitoramento.
A conscientização também é priorizada, como nas ações da Semana da Mobilidade Urbana, que promove até 25 de setembro atividades educativas voltadas para uma mobilidade mais segura e acessível. A programação está disponível no hotsite www.emdec.com.br/semob2026.
Principais causas das mortes fatais analisadas
O Comitê Intersetorial Programa Vida no Trânsito atualizou o ranking de fatores de risco para mortes no trânsito com base em exames de alcoolemia, uso de medicamentos ou drogas e habilitação:
- Combinação de álcool e direção: 8 mortes (50% do total analisado);
- Falta de habilitação: 7 mortes (44%);
- Velocidade excessiva ou inadequada: 4 mortes (25%).
A íntegra do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito está disponível no site da Emdec: www.emdec.com.br/estatisticas_sinistros.
Perguntas frequentes
Quantas mortes de motociclistas ocorreram até agosto de 2026 em vias urbanas de Campinas?
Foram 21 mortes de motociclistas em vias urbanas até agosto de 2026, 16% menos que no mesmo período de 2025.
Qual foi a redução nas mortes de pedestres em Campinas até agosto de 2026?
Houve uma queda de 44% nas mortes de pedestres, passando de 16 para nove óbitos.
Quais vias urbanas tiveram maior concentração de mortes em 2026?
As três vias com maior concentração foram a antiga rodovia Santos Dumont, Avenida John Boyd Dunlop e Rua Eldorado.
Quais são as principais causas das mortes no trânsito segundo o Comitê Vida no Trânsito?
As principais causas são álcool combinado com direção, falta de habilitação e velocidade inadequada.
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