A Cidade do México, junto a municípios vizinhos, institui nesta quarta-feira restrições à circulação de veículos cujas placas terminam em 3 ou 4, com certificação ambiental nas categorias 1 e 2. Essa norma faz parte do programa Hoy No Circula, implementado para controlar a poluição do ar.
Normas de Circulação para Controle de Emissões
As restrições são válidas das 5h às 22h, abrangendo a capital, cidades metropolitanas e as áreas dos vales de Toluca e Santiago Tianguistenco. Apenas veículos com certificados ambientais 0 e 00, elétricos, alguns híbridos e transporte público estão isentos.
Esse programa, iniciado em 1989, classifica os veículos com base em sua placa, selo e resultado da inspeção veicular, estabelecendo restrições para diferentes dias da semana. Durante episódios de emergência ambiental, o número de veículos barrados pode ser aumentado segundo a poluição registrada na área.
Esse esforço visa diminuir a poluição removendo parte da frota das ruas em dias úteis. Contudo, seus resultados dependem da modernização da frota, eficácia na fiscalização e alternativas de transporte disponíveis. Famílias que possuem mais de um carro podem alternar entre eles conforme o calendário estipulado.
Os veículos elétricos e híbridos têm tratamento diferenciado por emitirem menos poluentes ou funcionarem parciais sem motor a combustão. A isenção torna essa tecnologia atraente para motoristas que enfrentam as restrições, mas é crucial que haja critérios técnicos que diferençem os diversos sistemas híbridos disponíveis.
Análise Comparativa de Políticas de Mobilidade
O cenário mexicano permite avaliar diferentes políticas de mobilidade. Algumas cidades adotam o rodízio baseado na placa, enquanto outras implementam cobranças por congestionamento ou áreas de baixas emissões. Cada estratégia impacta de maneira única a circulação, a seleção de veículos e o acesso a regiões centrais.
Em São Paulo, o rodízio municipal se baseia no final da placa em horários específicos, mas não diferencia os veículos pela tecnologia de motorização. Qualquer alteração necessitaria uma análise abrangente sobre a qualidade do ar, congestionamento, capacidade de tráfego e os impactos sociais, uma vez que emissões e ocupação das vias são questões interligadas, mas distintas.
O exemplo da Cidade do México exemplifica a interação entre políticas ambientais e o mercado automotivo. As isenções incentivam certas tecnologias, enquanto as inspeções podem retirar veículos que não atendem aos padrões. É essencial monitorar os resultados para garantir que a redução das emissões não apenas transfira a circulação entre as categorias de veículos.
Fonte: Alpha Autos
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