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O BOM DINOSSAURO

Sempre que a Pixar anuncia um novo projeto é impossível ficar indiferente, até porque, como já disse diversas vezes por aqui, a empresa criou obras primas do quilate da trilogia de ‘Toy Story’, além de ‘Up-Altas Aventuras’ e ‘Wall-E’, só para citar alguns. No caso de ‘O Bom Dinossauro’, os trailers traziam um visual impecável e a velha história de amizade entre humanos e animais.

A parte estética está realmente impecável e todos os mínimos detalhes dos dinossauros e os cabelos esvoaçantes do garotinho, assim como a natureza grandiosa e os rios selvagens, enchem os olhos – existem duas ou três cenas quase inesquecíveis durante os cem minutos de projeção e uma particularmente triste.

A questão familiar está presente, como na maior parte dos projetos da empresa e jamais soa piegas, o problema é que já havíamos visto dinossauros falantes anteriormente e isso incomoda um pouco, porém, dá para entender essa utilização, por conta da inversão de valores que o diretor Peter Sohn (do curta metragem ‘Parcialmente Nublado’) quis inserir, pois os seres humanos não falam, enquanto outros animais se comunicam com maior inteligência.

Nosso mundo não foi atingido pelo meteoro que extinguiu os dinossauros, portanto, alguns animais se tornaram fazendeiros. O pequeno Arlo vive com sua família, mas tem dificuldades de provar sua coragem perante seus irmãos. Um dia, ele se perde de todos e se vê sozinho no mundo e encontrará Spot, um ser humano que o ajudará nesta aventura.

Merece uma vaga no Oscar, mesmo não sendo tão bom ou inventivo quanto ‘Divertida Mente’ – que já pode ser considerado uma obra prima – e entrega ao público, principalmente no terço final, uma emoção que só a Pixar sabe trazer, ou seja, eles conseguem, novamente, nos deixar com um nó na garganta e olhos marejados, descongelando até os corações mais duros.

Por Éder de Oliveira
www.cinemaepipoca.info

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