A Disney apostou em um nicho interessante e que vem dando certo, pois transformar suas animações clássicas em live action já rendeu aos cofres do estúdio alguns bilhões a mais. Esta repaginação de Aladdin dirigida por Guy Ritchie, diretor de obras como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e o novo Rei Arthur não apenas reconta a história, mas insere alguns minutos a mais e canções novas. Mas será que esta versão pode se equiparar com a de 1993?

A resposta é não… mas mesmo assim é um projeto divertido e que se escora muito na persona e no carisma de Will Smith, pois é ali que encontramos as melhores sacadas, principalmente porque seu Gênio é hiperativo e falastrão. E para um orçamento de 180 milhões de dólares, tanto figurino quanto efeitos especiais teriam a obrigação de serem incríveis correto?! Se o primeiro item deixa qualquer um empolgado e de queixo caído, o segundo tem defeitos visíveis (o personagem de Smith é desproporcional em certas sequências onde está azul, a cidade vista do alto é pouco natural e Jafar gigante é inacreditavelmente mal feito).

O elenco ainda conta com a talentosa Naomi Scott, que interpreta uma Jasmina lotada de densidade e que luta pelo sonho de ser uma sultana, Mena Massoud que precisa de muita prática para ser um ator de verdade e Marwan Kenzari, que apenas repete diálogos sem grandes variações de tom e dramaticidade.

Senti falta de um comandante com escolhas menos burocráticas, pois Ritchie é bastante talentoso quando tem total controle de suas obras, mas tem dificuldades em trabalhar amarrado por regras de grandes estúdios. Com 130 minutos de duração, muitas oscilações e diversos outros acertos, Aladdin continua este processo de reimaginação da Disney… e agora é esperarmos o mês de julho para a chegada do Rei Mufasa e do Príncipe Simba.

Por Éder de Oliveira Jornalista e criador do site www.cinemaepipoca.com.br