O ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, não compareceu à delegacia na manhã desta terça-feira (12) e optou por ficar em silêncio diante da intimação para depor. A informação foi antecipada pelo ge e confirmada. O ex-mandatário era aguardado para prestar esclarecimentos no inquérito mais avançado contra ele — o dos camarotes do MorumBIS.
Casares responde a três investigações da Polícia Civil, todas com o São Paulo figurando como possível vítima. A mais adiantada apura a suposta exploração irregular de um camarote do estádio durante eventos musicais. A força-tarefa também investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro e corrupção no clube social.
O escândalo dos camarotes no São Paulo
As suspeitas vieram à tona após a divulgação de áudios que sugeriam um esquema de repasse do camarote 3A para Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária na administração do espaço. Em fevereiro de 2025, durante o show da cantora Shakira, os ingressos para o camarote chegaram a ser vendidos por R$ 2,1 mil cada, com faturamento estimado de R$ 132 mil em uma única noite.
Desde então, o clube abriu processos internos para punir os envolvidos, enquanto a Polícia Civil avança nas investigações. O silêncio de Casares nesta terça coloca mais um capítulo de tensão na já conturbada transição política do São Paulo.
