O ex-presidente Andrés Sanchez, que foi expulso do quadro associativo do Corinthians na última segunda-feira (25), rompeu o silêncio por meio de sua defesa. Em nota oficial, o escritório Fernando José da Costa – Advogados classificou a decisão do Conselho Deliberativo como inconformista e anunciou que levará o caso ao Judiciário.
Os pontos contestados pela defesa
A nota de Sanchez aponta supostas irregularidades no processo que culminou em sua expulsão. Entre elas, o fato de o advogado Leonardo Pantaleão ter presidido tanto a Comissão de Ética que elaborou o parecer contrário a ele quanto a sessão do Conselho que colocou o mesmo parecer em votação.
A defesa também questiona o formato da votação. Segundo o texto, o Estatuto Social do Corinthians prevê escrutínio secreto para esse tipo de deliberação, mas o processo ocorreu de forma aberta e nominal. As supostas violações, de acordo com a nota, foram levantadas por conselheiros ainda durante a reunião.
“As violações constatadas não se limitam ao caso de Andrés Sánchez, mas representam um precedente preocupante para todos os associados, dirigentes e conselheiros do clube, ao fragilizar garantias mínimas de defesa previstas no próprio Estatuto Social.”
O que motivou a expulsão do Corinthians
O parecer aprovado pelo Conselho Deliberativo recomendou a expulsão com base em investigação interna que apontou uso indevido do cartão corporativo do clube. De acordo com as apurações, Sanchez teria feito despesas pessoais que somam cerca de R$ 480 mil entre 2018 e 2021.
Além do processo interno, o ex-presidente também responde a denúncias do Ministério Público de São Paulo por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário. Antes da votação, Sanchez já havia se afastado voluntariamente de suas funções como conselheiro vitalício e membro do Conselho de Orientação.
Andrés Sanchez comandou o Corinthians em dois períodos: de 2007 a 2011 e de 2018 a 2020.
Pressão da torcida antes da votação
Horas antes da decisão do Conselho, torcedores organizados e independentes se reuniram em frente à sede social do clube. Faixas foram penduradas com frases como “quem prejudica o clube não nos representa” e “chega de interesses pessoais”, além de cânticos que pediam a expulsão do ex-mandatário.
