O presidente da CBF, Samir Xaud, viajou para Orlando e se afastou da delegação da Seleção Brasileira nos últimos dias. O mandatário da entidade tenta “abaixar a poeira” após uma crise nos bastidores da entidade e também evitar que isso respingue no elenco.
A medida do presidente ocorreu após uma reportagem do portal Leo Dias divulgar que, supostamente, o mandatário teria realizado reservas em nome da CBF para uma amiga pessoal. O site também mostrou um suposto encontro de ambos em um jantar. A decisão ocorreu para blindar a Seleção Brasileira e não prejudicar a programação de preparação para a sequência da Copa do Mundo.
Política da CBF
Na confederação, acredita-se internamente que o vazamento foi um ato político visando as próximas eleições ou até mesmo derrubar ele antes disso. Como resultado, Samir viajou para tentar restabelecer o apoio com as lideranças estaduais e evitar que o incidente se tornasse mais uma tentativa de mudança na direção da CBF. A entidade enfrentou disputas intensas nos últimos anos, e Samir foi eleito com um tom de apaziguamento.
A CBF afirma oficialmente que os dirigentes usam a logística da seleção brasileira para esse tipo de evento, mas depois os custos são reembolsados por eles.
Quem fica no comando?
O vice-presidente Gustavo Dias Henrique passa a ser o principal representante da alta cúpula da instituição no dia a dia da seleção, trabalhando com Rodrigo Caetano, executivo de seleções do Brasil.
A tendência é que Samir apareça publicamente apenas em grandes eventos da Seleção Brasileira, como jogos, mas distante do elenco.
