Taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, repetindo o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
De acordo com o levantamento, o resultado corresponde ao período de novembro de 2025 a janeiro de 2026. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quando a taxa era de 6,5%, houve queda de 1,1 ponto percentual.
Além da redução do desemprego, o levantamento também aponta recorde no rendimento médio dos trabalhadores, indicando um cenário de maior estabilidade no mercado de trabalho brasileiro.
A taxa de desocupação no Brasil de 5,4% mantém o mesmo patamar observado no trimestre móvel anterior, de agosto a outubro de 2025. Esse índice é considerado o menor desde o início da série comparável da pesquisa, em 2012.
Segundo o IBGE, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro de 2026.
Esse número representa:
De acordo com a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, os resultados mostram um quadro de estabilidade no mercado de trabalho.
De acordo com ela, a entrada do mês de janeiro normalmente reduz o número de trabalhadores ocupados por causa do fim de contratos temporários. No entanto, os efeitos positivos observados nos meses de novembro e dezembro ajudaram a diminuir esse impacto sazonal.
Outro destaque da pesquisa foi o avanço do rendimento médio do trabalhador.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o maior valor registrado na série histórica.
Os dados mostram crescimento em duas comparações:
A massa de rendimento real, que representa o total de dinheiro recebido pelos trabalhadores, também atingiu recorde.
O valor chegou a R$ 370,3 bilhões, com crescimento de:
Esse indicador reflete o aumento do número de pessoas ocupadas e a elevação dos rendimentos médios.
A PNAD Contínua também registrou recorde no número de pessoas ocupadas.
O país passou a ter 102,7 milhões de trabalhadores ocupados, o maior contingente da série histórica.
O resultado mostra:
O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa, ficou em 58,7%.
O indicador permaneceu praticamente estável na comparação trimestral, mas apresentou aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior.
A pesquisa também apontou redução da informalidade no mercado de trabalho.
A taxa de informalidade ficou em 37,5%, o menor índice desde julho de 2020.
Isso representa cerca de 38,5 milhões de trabalhadores informais.
No trimestre anterior, o percentual era de 37,8%, enquanto no mesmo período de 2024 chegava a 38,4%.
De acordo com o IBGE, essa queda está relacionada principalmente a dois fatores:
O número de trabalhadores formais no setor privado também registrou avanço.
Segundo a PNAD Contínua:
Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado permaneceu em 13,4 milhões, com estabilidade tanto no trimestre quanto no ano.
Entre os trabalhadores por conta própria, o total chegou a 26,2 milhões, com crescimento de 3,7% no ano.
Na análise por setores da economia, alguns grupamentos registraram crescimento no número de trabalhadores.
Entre os destaques estão:
Crescimento no trimestre
Crescimento na comparação anual
Por outro lado, o setor de indústria geral apresentou queda de 2,3% no trimestre.
A PNAD Contínua é considerada a principal pesquisa do IBGE sobre o mercado de trabalho brasileiro.
A pesquisa acompanha dados de emprego, desemprego e rendimento da população.
De acordo com o instituto:
As visitas são realizadas trimestralmente e ajudam a monitorar a evolução do mercado de trabalho no país.
Segundo o IBGE, desde 2021 as entrevistas voltaram a ser feitas presencialmente após o período de coleta por telefone durante a pandemia de Covid-19.
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE.
Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no período analisado.
O rendimento real habitual médio chegou a R$ 3.652, o maior valor da série histórica da pesquisa.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!