Psicólogos escolares da rede municipal de Campinas começaram a atuar nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) com o objetivo de conhecer as comunidades locais e identificar possíveis conflitos. A iniciativa visa definir estratégias de acolhimento e mediação para fortalecer as relações entre alunos, familiares e profissionais das unidades escolares.
Atualmente, a rede conta com 21 psicólogos distribuídos em 42 escolas, organizados em cinco regiões da cidade conforme a quantidade de unidades em cada área. Conforme divulgado pela Prefeitura, eles estão elaborando planos de trabalho que levam em consideração as características específicas de cada território.
Os profissionais estão realizando visitas para ouvir os estudantes e trocar experiências com as equipes escolares, alinhando objetivos coletivos e identificando pontos de melhoria. Temas como antirracismo e combate à violência contra as mulheres também integram as discussões e ações planejadas.
Segundo a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz, o foco da abordagem é pedagógico, diferente do atendimento clínico. Ela destaca que o trabalho busca prevenir o bullying e a violência escolar e aprimorar a comunicação não violenta, favorecendo o processo de ensino-aprendizagem.
O psicólogo escolar Luan Ricardo Pereira de Souza, que atua na região Norte, ressaltou que cada escola tem sua singularidade e que este trabalho inovador tem sido conduzido com cuidado. Ele explica que a atuação dos psicólogos escolares visa melhorar vínculos dentro da escola como um todo, considerando a instituição como foco principal da intervenção.
Na região Leste, a psicóloga escolar Milena Canto Sae reforçou a importância do mapeamento das potencialidades e vulnerabilidades dos bairros para promover ações articuladas que tornem o ambiente escolar mais acolhedor e propício ao desenvolvimento dos alunos.
Os primeiros especialistas foram convocados no final de maio, passando por exames, apresentação de documentos e definição do núcleo de atuação. Conforme a administração municipal, após o projeto-piloto, novos psicólogos serão chamados para ampliar o atendimento, especialmente nos centros de educação infantil (CEIs), que atualmente recebem suporte apenas em casos urgentes e complexos.
O objetivo é conhecer as comunidades escolares, mapear possíveis conflitos e definir estratégias pedagógicas de acolhimento e mediação para fortalecer vínculos e prevenir situações como bullying.
São 21 profissionais distribuídos em 42 escolas, organizados em cinco regiões da cidade.
Não. A atuação é pedagógica e preventiva, diferenciando-se do atendimento clínico ao focar no fortalecimento dos vínculos e no ambiente escolar como um todo.
Sim, após o projeto-piloto, a Prefeitura deve convocar mais psicólogos para ampliar o trabalho nos centros de educação infantil.
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