Polícia Militar recebe 100 bicicletas elétricas e 100 drones

O Governo de São Paulo entregou, nesta quinta-feira (5), 100 bicicletas elétricas para a Polícia Militar ampliar o policiamento com bikes na Capital e Grande São Paulo – o “Bikepol”. Na ocasião, a Instituição também recebeu 100 drones para auxiliar as atividades policiais por meio da captação de imagens em tempo real e com transmissão direta ao Centro de Operações da PM (Copom).

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“A polícia de drones se mostrou um êxito em ação preventiva e no apoio à inteligência. Além disso, iniciamos o Bikepol quatro meses atrás para utilização em núcleos metropolitanos. Agora temos 200 bikes que vão ser usadas no sistema preventivo na Capital e em outras cidades da região metropolitana", disse o governador.

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Durante a solenidade, que aconteceu na sede do Palácio dos Bandeirantes, foram expostas 50 bicicletas elétricas prontas para serem utilizadas pelos policiais.

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Os veículos são fruto de doação da iniciativa privada e foram fabricados por uma empresa nacional. Eles serão distribuídos em todas as regiões do Estado e equipados com o sistema de motorização direct drive, entregando 350Wh. Além disso, o motor é alimentado por bateria de 36v e 14,5ah e as bicicletas acompanham itens tradicionais, como farol, luz de freio, buzina e retrovisores.

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Com a nova aquisição, 200 bikes elétricas passam a colaborar com a segurança dos paulistanos até o final do ano, assim como prometido pela atual gestão. Este tipo de policiamento proporciona aos PMs maior área de atuação e mais agilidade no combate ao crime, além de complementar outras atividades, como o patrulhamento a pé.

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Para a utilização dos novos veículos, 100 PMs passaram por treinamento ministrado pelo Centro de Motomecanização (CMM) da PM. O curso é um complemento, uma vez que a maioria dos policiais já é habilitada no Estágio de Especialização no Policiamento com Bicicletas, que ocorre na Escola de Educação Física da PM em duas semanas.

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Dronepol

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Durante o evento, a PM também recebeu 100 drones para ampliar o programa “Dronepol”, lançado em abril para monitorar, em tempo real, os cenários encontrados durante a execução das atividades de policiamento ostensivo e preventivo.

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A licitação para a compra dos equipamentos – marca DJI e modelo Mavic 2 zoom - foi iniciada em junho e terminou no mês de setembro. Para a aquisição, que somou um investimento total de R$ 3 milhões, foram realizados testes em amostra, incluindo voos, aferição do tempo de duração da bateria, comandos e resposta do drone, acionamento do retorno de emergência, entre outros.

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Além das 100 aeronaves básicas, foram adquiridos mais cinco drones DJI Matrice 210 V1- Kit Avançado – que totalizaram R$ 1,2 milhões. Neste caso, o processo está em fase de cumprimento do prazo de entrega, previsto contratualmente para 120 dias a contar de 16 de outubro de 2019.

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Os novos equipamentos serão distribuídos para todo o Estado, possibilitando a captação, transmissão, gravação e gerenciamento de imagens de interesse da Segurança Pública. A medida permite que o material seja retransmitido de forma instantânea aos comandos da Polícia Militar para melhor análise e estratégia adequada de abordagem e atuação em cada situação.

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"Interessa, e muito, à Segurança Pública a gravação de imagens [pelos drones] porque isso protege a ação policial e esclarece ao comando a necessidade de alteração no protocolo", destacou o secretário.

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Além disso, o sistema pode ser utilizado em missões de inteligência e operações, monitoramento de grandes eventos, reintegrações de posse, controle de distúrbios civis e manifestações.

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Operacionalização e cenário atual

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A captura e a transmissão das imagens com a utilização de drones podem ser feitas por via aérea, por meio de antena com a utilização de um helicóptero Águia; e via terrestre, por meio de transmissão em live streaming com o uso de motocicletas ou por rádio que deve ser transportado em veículo de quatro rodas.

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Para que a unidade policial possa operar os aparelhos, eles devem estar de acordo com as normas vigentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea).

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Além disso, a unidade policial deverá ter um núcleo de operação composto por no mínimo cinco policiais – um oficial até o posto de capitão e quatro praças, com até 20 anos de serviço. Os PMs devem concluir o Curso de Especialização de Operador de RPAS, que é oferecido pelo Comando de Aviação da PM e tem duração de quatro semanas.

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Atualmente, a Polícia Militar conta com 76 núcleos habilitados para operacionalização dos drones e há 337 PMs aptos a operar os equipamentos no Estado. Para 2020, há a previsão de mais seis cursos de formação de pilotos de drones, totalizando 180 PMs. As aulas devem ter início em março.

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Durante a solenidade também foi apresentado um antidrone, que será usado pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) no sistema prisional para neutralizar drones usados por organizações criminosas.

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