Uma operação integrada coordenada pelo Ministério Público, com a participação da Guarda Municipal, Polícias Militar e Civil, Secretaria Municipal de Urbanismo, Vigilância Sanitária e Abrabe, realizou uma ação na noite de 20 de agosto no Jardim Itatinga, em Campinas.
Denominada “Operação Submundo”, o trabalho teve como foco a fiscalização de estabelecimentos da região para coibir irregularidades na venda de bebidas, como produtos possivelmente falsificados, além de averiguar o cumprimento das normas legais. Também houve foco no combate à criminalidade, incluindo tráfico de drogas, armas, prostituição juvenil, jogos ilícitos e captura de foragidos.
No total, 20 estabelecimentos foram fiscalizados, sendo que 16 foram intimados a encerrar as atividades por não possuírem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento essencial para garantir a segurança da estrutura a receber público, requisito para obtenção do alvará da Secretaria de Urbanismo.
Durante a ação, foram apreendidas 11 máquinas de caça-níqueis, R$186 em dinheiro, cartões de memória, validadores de cédulas, três garrafas de whisky falsificadas, 24 garrafas de vinho espumante sem comprovante de procedência, 17 máquinas de cartão de crédito em um único estabelecimento alvo de outras operações, além de remédios controlados. Três pessoas foram conduzidas para depoimento e liberadas após assinatura de Termo Circunstanciado de Ocorrência.
A Polícia Militar prendeu em flagrante um homem por tráfico de entorpecentes e apreendeu cerca de 798 gramas de drogas, entre cocaína, maconha, crack, dry e ecstasy.
O secretário municipal de Segurança Pública, Christiano Biggi, ressaltou que a integração entre diferentes órgãos amplia a capacidade de fiscalização e resposta do poder público. Segundo ele, a presença da Guarda Municipal contribui para uma atuação mais efetiva na região.
O 1º promotor de Justiça de Campinas, Nelson de Barros O'Reilly Filho, explicou que essa operação é fruto de articulações realizadas nos últimos meses para garantir uma ação coordenada no Jardim Itatinga, que possui alta incidência de ocorrências criminais e irregularidades, tornando-se uma área considerada perigosa.
O delegado seccional da 2ª Delegacia Seccional de Campinas, Rodrigo Monteiro, destacou a escolha da região para a operação por sua significativa incidência criminal e reafirmou a importância da integração entre as forças de segurança, órgãos municipais e Ministério Público.
Vinte estabelecimentos foram fiscalizados durante a operação no Jardim Itatinga.
Dezesseis estabelecimentos foram intimados a fechar por não possuírem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, documento que garante segurança da edificação para atendimento ao público.
Foram apreendidas máquinas de caça-níqueis, dinheiro, validadores de cédulas, bebidas falsificadas, máquinas de cartão de crédito ilegais, remédios controlados e drogas.
Ele afirmou que a integração entre órgãos amplia a fiscalização e fortalece a segurança da população com uma atuação coordenada no território.
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