Hortolândia oferece Nirsevimabe para proteger bebês contra bronquiolite

O período outono-inverno é crítico para a saúde infantil, e uma das doenças que mais acomete crianças pequenas nesta época é a bronquiolite. Para protegê-las, a Prefeitura de Hortolândia começou a disponibilizar o medicamento Nirsevimabe neste mês, destinado a bebês prematuros menores de seis meses e crianças com comorbidade menores de dois anos.

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De acordo com a enfermeira do Programa de Imunização do município, Ana Paula Fernandes, o Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal humano recombinante que previne infecções graves pelo vírus sincicial respiratório (VSR) , administrado por via intramuscular, com proteção imediata e duradoura.

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Como receber o medicamento Nirsevimabe

Para bebês prematuros:

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  • Levar o bebê à UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima ou de referência
  • Apresentar carteira de vacinação e documento que comprove a prematuridade
  • O bebê será pesado – a dosagem é determinada pelo peso
  • A UBS solicitará o medicamento ao GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) regional
  • Quando o medicamento chegar, a unidade contata os responsáveis para agendar a aplicação (dose única)
  • Após a aplicação, o bebê deve permanecer 30 minutos em observação
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Para crianças com comorbidade (menores de 2 anos):

  • Levar a criança à UBS com relatório médico que comprove a comorbidade e informe o CID
  • A aplicação é feita em duas doses: a primeira agora, a segunda na próxima sazonalidade (fevereiro a agosto de 2027)
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Comorbidades elegíveis:

  • Cardiopatia Congênita (hemodinamicamente significativa)
  • Doença Pulmonar Crônica da Prematuridade (DPCP)
  • Imunocomprometidos graves (HIV, erros inatos da imunidade, altas doses de corticoides, transplantes, neoplasias em tratamento)
  • Fibrose Cística
  • Doenças Musculares Graves
  • Anomalias Congênitas das Vias Aéreas
  • Síndrome de Down
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Proteção dupla

Ana Paula Fernandes reforça a importância da imunização: “Ao receber o medicamento, o bebê prematuro e a criança com comorbidade ficam duplamente protegidos contra a bronquiolite, porque a mãe também recebe o medicamento na 28ª semana de gestação.”

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Ela destaca que esses grupos são os mais suscetíveis à doença, que pode levar à internação e, em casos graves, ao óbito. O município tem recebido o medicamento semanalmente mediante avaliação das solicitações enviadas ao Estado.

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