MP do Frete trava no Senado e caminhoneiros ameaçam greve

MP do Frete voltou ao centro das discussões em Brasília após lideranças dos caminhoneiros ameaçarem uma greve nacional caso o Senado não vote a medida provisória antes do prazo de validade, marcado para 16 de julho. A proposta, que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário e altera regras do transporte de cargas, está parada no Senado há cerca de três semanas depois de ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados.

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“Indignado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que sentou em cima, até esse momento, da medida provisória 1343. No dia 16 irá caducar. O senhor não queira deixar passar e caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome”, afirmou o presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão.

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Representantes da categoria afirmam que a demora na votação coloca em risco as mudanças previstas pela medida provisória e aumenta a tensão entre caminhoneiros, governo e Congresso Nacional.

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Durante manifestação pública, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, fez um alerta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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"O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome", declarou o dirigente ao cobrar que a proposta seja incluída na pauta do plenário.

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Índice

MP do Frete precisa ser votada até 16 de julho

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A Medida Provisória nº 1.343/2026 foi editada pelo governo federal em março, após ameaças de paralisação da categoria.

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Como toda medida provisória, ela possui prazo determinado para ser analisada pelo Congresso Nacional. Caso não seja aprovada até 16 de julho, perderá a validade e deixará de produzir efeitos.

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Segundo lideranças dos caminhoneiros, a proposta fortalece a fiscalização do piso mínimo do frete estabelecido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), dificultando o pagamento de valores inferiores aos definidos pela tabela oficial.

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Nos bastidores do Congresso, existe a avaliação de que o presidente do Senado ainda não colocou o texto em votação, apesar da proximidade do vencimento da medida.

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Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a votação ocorreria na terça-feira (7). No entanto, a proposta não foi incluída na pauta do plenário.

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O que muda na MP do Frete

Durante a tramitação na Câmara dos Deputados, o texto recebeu alterações em relação à proposta original enviada pelo governo.

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Entre as mudanças aprovadas estão:

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  • redução do valor das multas aplicadas aos contratantes que descumprirem o piso mínimo do frete;
  • flexibilização de algumas punições para empresas reincidentes;
  • possibilidade de conversão em advertência de multas aplicadas antes da futura lei;
  • inclusão de dispositivo que concede perdão às multas aplicadas em atos realizados em 2022.
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Esse último ponto gerou críticas de parlamentares da oposição e ampliou o debate sobre o conteúdo da medida provisória.

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Caminhoneiros voltam a falar em paralisação

Com a proximidade do fim do prazo, entidades representativas intensificaram a pressão sobre o Senado.

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Wallace Landim afirmou que os caminhoneiros poderão iniciar uma greve nacional caso a medida provisória perca a validade sem ser votada.

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Segundo ele, a aprovação do texto é considerada fundamental para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete e evitar que transportadores autônomos recebam valores abaixo da tabela estabelecida pela ANTT.

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A Abrava também cobra diretamente o presidente do Senado para que a proposta seja pautada antes do encerramento do prazo constitucional.

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Setores econômicos divergem sobre a proposta

Enquanto caminhoneiros defendem a aprovação da MP, outros segmentos da economia manifestam preocupação com o texto.

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Entidades ligadas ao agronegócio, à indústria e aos embarcadores afirmam que o endurecimento da fiscalização poderá elevar os custos logísticos e aumentar a insegurança jurídica nas contratações do transporte rodoviário de cargas.

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Essa divergência entre os setores é apontada como um dos fatores que dificultam o avanço da proposta no Congresso Nacional.

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Senado decide futuro da medida provisória

A expectativa é que o Senado delibere sobre a MP do Frete antes do dia 16 de julho.

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Caso seja aprovada, as novas regras continuarão em vigor. Se o prazo expirar sem votação, a medida provisória perderá eficácia e as alterações deixarão de produzir efeitos.

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Enquanto isso, caminhoneiros mantêm a pressão sobre o Congresso e afirmam que uma paralisação nacional permanece como possibilidade caso não haja avanço na tramitação da proposta.

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O desfecho da votação poderá influenciar diretamente as regras do transporte rodoviário de cargas e o cumprimento do piso mínimo do frete em todo o país.

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FAQ - PERGUNTAS FREQUENTES

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O que é a MP do Frete?A MP do Frete é a Medida Provisória nº 1.343/2026, editada pelo governo federal para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário e alterar regras do transporte de cargas.

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Quando a MP do Frete perde a validade?A medida provisória perde a validade em 16 de julho de 2026 caso não seja aprovada pelo Senado.

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Por que os caminhoneiros ameaçam greve?Segundo representantes da categoria, a greve poderá ocorrer caso a MP do Frete não seja votada antes do prazo final, o que faria o texto perder seus efeitos e, na avaliação dos caminhoneiros, enfraqueceria a fiscalização do piso mínimo do frete.

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Por Carlos Teixeira

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