Lei Antifacção: Presidente Lula sanciona nova legislação

Lei Antifacção foi sancionada nesta terça-feira (24) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estabelece medidas mais rígidas no combate a organizações criminosas no Brasil.

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A nova legislação prevê aumento de penas, restrições a benefícios legais e mecanismos ampliados para apreensão de bens ligados ao crime organizado. De acordo com o texto aprovado pelo Congresso Nacional, a norma busca atingir principalmente lideranças e estruturas financeiras dessas organizações.

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O que muda com a Lei Antifacção

A Lei Antifacção define como facção criminosa qualquer grupo de três ou mais pessoas que utilize violência, ameaça ou coação para controlar territórios ou intimidar a população e autoridades.

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Também passam a ser enquadradas organizações que atacam serviços públicos, infraestrutura ou equipamentos essenciais.

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Entre as principais mudanças, estão:

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  • Aumento das penas para integrantes de organizações criminosas
  • Restrições à progressão de regime, podendo exigir até 85% da pena em regime fechado
  • Proibição de benefícios como anistia, indulto, fiança e liberdade condicional para líderes
  • Cumprimento de pena em presídios de segurança máxima para chefes de facções
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De acordo com o presidente, a medida busca evitar que criminosos sejam soltos rapidamente após prisões com provas consistentes.

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Lei Antifacção amplia apreensão de bens

Um dos pontos centrais da nova legislação é o fortalecimento dos mecanismos de bloqueio de patrimônio.

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A lei permite:

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  • Apreensão de bens, direitos e valores ligados ao crime
  • Inclusão de ativos digitais e participações societárias
  • Perda de bens mesmo sem condenação criminal, por via civil
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Além disso, será criado o Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas, com integração entre estados e órgãos de controle.

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A proposta é ampliar o compartilhamento de informações e fortalecer a atuação conjunta das forças de segurança no país.

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Auxílio-reclusão passa a ter restrições

Outro ponto relevante da Lei Antifacção trata do auxílio-reclusão.

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A partir da nova regra:

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  • Dependentes de presos ligados a organizações criminosas não terão direito ao benefício
  • A medida vale para integrantes de facções, milícias ou grupos paramilitares
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Atualmente, o auxílio é pago a dependentes de pessoas de baixa renda presas em regime fechado e que contribuíram com a Previdência Social.

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Segundo o governo, a mudança busca desestimular a prática criminosa e ampliar a responsabilização.

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Vetos e ajustes na nova lei

Durante a sanção, o presidente vetou dois trechos do projeto.

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O primeiro veto impede que pessoas sejam enquadradas na lei sem comprovação de participação em organização criminosa. A justificativa foi evitar a criminalização indevida de movimentos sociais.

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O segundo veto manteve a regra atual sobre destinação de bens apreendidos, que continuam sendo revertidos exclusivamente para a União.

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De acordo com o governo, os ajustes buscam garantir segurança jurídica e evitar distorções na aplicação da norma.

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Combate ao crime organizado e cooperação internacional

Durante a sanção, o presidente destacou a atuação das forças de segurança no combate ao crime organizado, especialmente em áreas como tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

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Também foi mencionada a possibilidade de cooperação internacional para localizar e punir criminosos que mantêm patrimônio no exterior.

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A proposta da Lei Antifacção, segundo o governo, é atingir não apenas executores, mas principalmente os responsáveis por estruturas financeiras e estratégicas do crime.

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Como a Lei Antifacção impacta a sociedade

A nova legislação altera diretamente o sistema penal e a atuação das forças de segurança.

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Entre os principais impactos esperados estão:

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  • Maior rigor no cumprimento de penas
  • Redução de benefícios legais para criminosos
  • Ampliação da recuperação de ativos ilícitos
  • Fortalecimento da integração entre órgãos de segurança
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A expectativa é que a lei contribua para enfraquecer organizações criminosas por meio da repressão financeira e da restrição de direitos legais.

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FAQ sobre a Lei Antifacção

O que é a Lei Antifacção?É uma legislação que endurece penas e amplia medidas contra organizações criminosas no Brasil.

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Quem perde direito ao auxílio-reclusão?Dependentes de presos ligados a facções, milícias ou grupos paramilitares não terão direito ao benefício.

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A lei permite apreensão de bens sem condenação?Sim. A norma autoriza a perda de bens por via civil, mesmo sem sentença criminal definitiva.

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