Hortolândia sai na frente e vai universalizar serviço de esgoto neste ano Destaque

 

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Hortolândia atingirá, ainda neste ano, um marco histórico: a universalização do serviço de coleta e tratamento de esgoto. A conquista coroa uma luta histórica da população que começou na década de 1980 e viu os primeiros resultados a partir de 2005, na primeira gestão do prefeito Angelo Perugini que, em parceria com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), fez Hortolândia sair do marco zero de coleta e tratamento de esgoto para 92,44% de cobertura do serviço, índice registrado atualmente. Na RMC (Região Metropolitana de Campinas), a cidade é a 8ª em percentual de cobertura entre os 21 municípios. Os indicadores apontam, ainda, que Hortolândia está à frente da maioria das cidades brasileiras: conforme dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), a média nacional de atendimento de esgoto é de 50,26%. Esse é o resultado de muita luta que contou, principalmente, com a participação popular.

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O trabalho realizado pela Sabesp é acompanhado pela Prefeitura, que fiscaliza serviços e prazos, além de agilizar autorizações e licenciamentos que eventualmente sejam necessários. Em 2005, quando o prefeito Angelo Perugini assumiu o governo municipal, a Prefeitura iniciou uma fase de fiscalização rígida sobre a Sabesp. A empresa já atuava na cidade desde 1997, mas havia paralisado as obras da rede coletora e nem tinha começado a construir a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto). 

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Em 2006, o povo se uniu no Movimento por Esgoto Coletado e Tratado. Com apoio da Prefeitura, os moradores saíram às ruas para reivindicar que a Sabesp oferecesse coleta e tratamento de esgoto. Um abaixo-assinado organizado pela comunidade foi entregue ao Ministério Público. No mesmo ano, a Sabesp retomou as obras de rede coletora de esgoto, liberou as primeiras ligações residenciais e apresentou o cronograma de obras que havia sido exigido pela Prefeitura.

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No ano de 2007, Perugini criou uma Comissão de Acompanhamento de Obras de Esgoto, composta por moradores da cidade, que passaram a fiscalizar o cronograma de obras em conjunto com a Prefeitura e cobrar agilidade na execução dos trabalhos. A ETE foi inaugurada em 2009 e, quatro meses depois, já tratava 30% do esgoto do município. Em dezembro de 2012, no segundo governo do prefeito Perugini, 72% da cidade tinha cobertura com rede coletora.

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“Lutamos por esgoto como uma das prioridades para nossa população. Contamos com a participação popular, que sempre foi muito ativa na busca por este objetivo. Com isso, conseguimos trabalhar em parceria com a Sabesp, num serviço alinhado, cobrando cumprimento de prazos e ajudando no que fosse possível para acelerar as obras e ampliar cada vez mais a cobertura da rede”, relembra Perugini. “Agora, retomamos este relacionamento estreito com a empresa, com objetivo de concluir o quanto antes as obras que estão em andamento. Em breve, vamos fazer parte do seleto grupo de município com 100% de cobertura de coleta e tratamento de esgoto”, adianta o prefeito.

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Atualmente, a Sabesp trabalha na construção de estações elevatórias na região do Taquara Branca e Parque do Horto e na implantação de rede coletora em alguns trechos de vielas sanitárias. São locais onde a topografia dos terrenos impede a coleta dos resíduos pela rede que passa na rua. Estes serviços serão concluídos ainda neste ano, marcando a universalização do atendimento em esgoto na cidade.

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Além de manter índices positivos do atendimento com serviços de esgoto, Hortolândia está à frente da maioria dos municípios brasileiros no planejamento e cumprimento de exigências relacionadas a saneamento básico. O Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico) é a legislação nacional que determina estas metas, entre elas, a oferta de rede de coleta e tratamento de esgoto até 2033, em todo território nacional.“Muito antes deste prazo, teremos o serviço universalizado na nossa cidade”, comemora Perugini.

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Seguindo o que determina o Plano Municipal de Saneamento, cujo texto final está pronto e aguarda ser sancionado para entrar em vigor, e prevendo o crescimento populacional de Hortolândia, a Sabesp já se organiza e realiza investimentos anuais na ampliação da rede coletora. “São obras necessárias periodicamente para adequar a rede já existente. Isso evita que, daqui 20 anos, seja necessária uma obra grande e emergencial, por exemplo, para atender o crescimento populacional”, explica a gerente de divisão da Sabesp, Vanessa Egídio Pereira.

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Conquista do povo

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“Moro no Jd. Amanda há 20 anos e lembro bem de como era antes da rede de esgoto chegar aqui. A água suja da pia da cozinha vazava pelas calçadas e pela guia da rua. Era uma sujeira e muito mau cheiro. Sem contar que as fossas para onde ia o esgoto do banheiro corria o risco de encher. Era uma preocupação constante”, lembra a dona de casa Cristiane Alves Mendonça, de 41 anos. Mas, agora, a situação é outra. “Faz pelo menos uns oito anos que tem rede de esgoto na minha casa. Assim que a Sabesp avisou que o serviço estava pronto, fiz a ligação dos canos até a rede da rua. A gente não vê mais aquela sujeira escorrendo pelas calçadas e isso é muito bom, principalmente para a saúde”, comemora Cristiane.

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Universalizar a rede de esgoto significa oferecer saneamento básico e qualidade de vida à população. “O afastamento do esgoto sanitário das residências protege toda a comunidade contra doenças. Além disso, lugares onde a rede de esgoto passa a ser oferecida têm uma considerável valorização dos imóveis que, aliada à prevenção de doenças, garantem melhores condições de vida população. Investir em saneamento é pensar em desenvolvimento social, econômico e qualidade de vida para a população”, diz a gerente da Sabesp.

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Apesar dos esforços do município em oferecer saneamento básico para toda a cidade, alguns bairros não podem ser contemplados. Isso porque, conforme informa a Sabesp, há uma legislação nacional que determina que lotes com mais de mil metros quadrados tenham soluções individuais para o afastamento do esgoto. Em Hortolândia, os proprietários de lotes em bairros de chácaras devem providenciar fossas sépticas com esta finalidade. “Por causa desta situação não é correto dizer ‘100% de rede coletora’, porque não temos a rede em toda a cidade. O correto é ‘100% de cobertura de rede’, pois implantamos a rede em todos os locais onde é possível”, ensina Vanessa.

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Uso correto da rede coletora

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A rede de esgoto, por estar embaixo do solo, não é perceptível. Mas é um complexo sistema que garante segurança no afastamento dos dejetos. Muita gente utiliza a rede de esgoto de forma indevida, o que traz problemas para o sistema de tratamento. De acordo com levantamento da Sabesp, a ETE Hortolândia trata 270 litros de esgoto por segundo, com base nos dados de 2016. O descarte de lixo na rede coletora pode obstruir o maquinário responsável por este trabalho.

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“Encontramos todo tipo de objeto misturado ao esgoto, algumas coisas que poderiam, inclusive, ser recicladas, como embalagens plásticas. Pedimos que as pessoas valorizem os investimentos públicos em coleta e tratamento de esgoto, utilizando corretamente a rede para que a oferta do serviço seja sempre de qualidade”, finaliza Vanessa.

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Histórico – Esgoto em Hortolândia

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•Década de 80: organização de movimentos populares em prol do esgoto

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•1997: a Sabesp assume os serviços de água e esgoto na cidade. No contrato de concessão é previsto o prazo de dois anos para oferecer coleta e tratamento de esgoto.

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•2003: a Sabesp inicia as obras da ETE, paralisadas depois por questões jurídicas envolvendo a concessionária e a empreiteira contratada para realizar a obra.

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•2005: o prefeito Angelo Perugini assume a Prefeitura e inicia uma fiscalização rígida sobre a Sabesp a fim de que empresa apresente um novo cronograma de obras e cumpra o contrato de concessão. A Prefeitura ameaça romper o contrato com a companhia.

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•2006: a população, com apoio da Prefeitura, vai às ruas reivindicar à Sabesp esgoto coletado e tratado. Um abaixo-assinado organizado pela comunidade é entregue ao Ministério Público. No mesmo ano, a Sabesp retoma as obras de rede coletora de esgoto e libera as primeiras ligações de residências a rede coletora de esgoto. Também apresenta o cronograma de obras exigido pela Prefeitura.

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•2007: a Prefeitura cria a Comissão de Acompanhamento de Obras de Esgoto, composta por representantes da sociedade civil. No mesmo ano, a Sabesp retoma as obras da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto).

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•2009: a ETE é inaugurada e, quatro meses depois, já tratava 30% do esgoto do município.

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•2012: no segundo governo do prefeito Perugini, 72% da cidade tinha cobertura com rede coletora.

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•2017: Hortolândia apresenta 92,44% de atendimento total de esgoto, com meta de universalizar o serviço até o final do ano.

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