Desenrola 2.0: FGTS poderá quitar dívidas

Desenrola 2.0 deve permitir o uso do FGTS para renegociação de dívidas, segundo informações confirmadas pelo governo nesta semana. A nova versão do programa está em fase final de elaboração e pode ser anunciada nos próximos dias, com expectativa de alcançar milhões de brasileiros endividados.

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De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta inclui a possibilidade de utilizar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço como forma de garantir ou quitar débitos. A medida ainda terá limites definidos para evitar o comprometimento integral dos recursos do trabalhador.

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O anúncio ocorre em um momento em que o país enfrenta altos níveis de inadimplência, especialmente em modalidades de crédito com juros elevados, como cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor.

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Como vai funcionar o Desenrola 2.0 com FGTS

O Desenrola 2.0 prevê que o trabalhador poderá usar uma parte do saldo do FGTS para renegociar dívidas dentro do programa. No entanto, o valor disponível para uso será limitado a um percentual do saldo, funcionando como uma garantia ou pagamento parcial.

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De acordo com o ministro, o saque não será livre. Ele estará vinculado diretamente à quitação das dívidas incluídas no programa. Isso significa que o recurso não será transferido ao trabalhador, mas utilizado no processo de renegociação.

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A medida busca dar segurança ao sistema financeiro e, ao mesmo tempo, ampliar as chances de negociação para quem está com dificuldades de pagamento.

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Quais dívidas poderão entrar no Desenrola 2.0

O foco do programa está nas dívidas consideradas mais caras para o consumidor.

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Principais modalidades incluídas

  • Cartão de crédito
  • Cheque especial
  • Crédito direto ao consumidor (CDC)
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Essas modalidades apresentam taxas de juros que podem variar entre 6% e 10% ao mês. Na prática, isso faz com que o valor da dívida cresça rapidamente, dificultando a quitação.

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Descontos podem chegar a 90%

Uma das principais expectativas do Desenrola 2.0 é a concessão de descontos significativos nas dívidas. Segundo o governo, os abatimentos podem chegar a até 90%, dependendo do caso.

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A proposta envolve negociação com bancos para reduzir juros e encargos, tornando o pagamento mais viável para as famílias. A intenção é quebrar o ciclo de endividamento, em que a dívida cresce mês a mês sem possibilidade de quitação.

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De acordo com o ministro, a contrapartida exigida das instituições financeiras será justamente a redução das taxas de juros, especialmente nas linhas mais onerosas.

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Participação dos bancos e fundo garantidor

O programa também contará com recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Esse fundo será utilizado para dar suporte às renegociações, reduzindo o risco para os bancos.

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Representantes das principais instituições financeiras do país participaram das discussões sobre o novo modelo. A expectativa é que haja adesão ampla ao programa, ampliando o alcance das renegociações.

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Desenrola 2.0 será medida excepcional

O governo destacou que o programa não terá caráter permanente. Assim como a versão anterior, lançada em 2023, o Desenrola 2.0 será uma ação pontual.

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A orientação é que a população não conte com novas edições recorrentes. A iniciativa ocorre em um contexto específico, marcado por dificuldades econômicas e alto nível de endividamento das famílias.

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Na primeira edição do programa, cerca de 15 milhões de pessoas foram beneficiadas, com a renegociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas.

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Quem pode ser beneficiado

A expectativa é que o Desenrola 2.0 alcance dezenas de milhões de brasileiros. O público-alvo inclui pessoas com dívidas em atraso e dificuldades de acesso ao crédito.

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Embora os critérios ainda não tenham sido detalhados, a proposta deve priorizar consumidores negativados e com renda limitada, seguindo a lógica da edição anterior.

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Impacto esperado na economia

O governo avalia que o programa pode ajudar a reduzir a inadimplência e estimular o consumo. Com menos dívidas, as famílias tendem a recuperar o acesso ao crédito e reorganizar o orçamento.

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Além disso, a redução dos juros nas renegociações pode aliviar a pressão financeira sobre os consumidores, contribuindo para maior estabilidade econômica.

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FAQ - PERGUNTAS FREQUENTES

O que é o Desenrola 2.0?

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É um programa do governo para renegociar dívidas de pessoas físicas, com possibilidade de descontos e novas condições de pagamento.

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Posso usar todo o meu FGTS para pagar dívidas?

Não. O uso do FGTS será limitado a um percentual do saldo e vinculado diretamente à renegociação dentro do programa.

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Quais dívidas podem ser renegociadas no Desenrola 2.0?

Principalmente dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor.

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