Crônica: O gosto das palavras

Alguém arrisca dizer que gosto tem a palavra AMOR? Eu não sei que gosto tem para os outros. Para mim, é uma palavra com sabor de morango. Mas é de morango no ponto. Se estiver verde, o amor é superficial. E se estiver maduro demais, trata-se de amor pesado, que sufoca e faz mal.

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SAUDADE tem gosto de restinho de mel no fundo do pote. Dá até desespero jogar o pote fora. Quem já fez acrobacias para lamber esse restinho de sonho, sabe do que estou falando.

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CONFIANÇA tem gosto cítrico de fruta que precisa ser comida com cautela, como o abacaxi, que, quando comido além do necessário, machuca os lábios e faz sangrar.

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A palavra VERDADE é pesada, tem gosto de metal frio. Talvez seja esta a razão pela qual é tão temida, principalmente pelos mentirosos.

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E MENTIRA, tem gosto de quê? É o próprio gosto de tudo o que é artificial.

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A palavra AMIZADE é de essência flutuante, um gosto que se capta no ar. Não é tarefa fácil. Há que se ter paladar apurado para saboreá-lo em suas diversas formas.

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Experimentar o gosto do que é abstrato é um exercício de fé. E FÉ tem gosto de tudo o que é sagrado para cada um.

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Eu tenho fé. E você?

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Éd Brambilla. Crônica. O GOSTO DAS PALAVRAS.Coluna ALMa RaBiScAdA

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Sobre Éd Brambilla

Éd Brambilla é Letrólogo, Cronista, Contista, Poeta, Contador e Massoterapeuta.

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